Diesel dispara de novo e crise afeta todo RJ, principalmente cidades como Campos

Novo reajuste do óleo diesel é de 14,26%


  • 17/06/2022, 20h14, Foto: Divulgação.

A partir deste sábado (18) haverá um novo reajuste do óleo diesel, desta vez de 14,26%. A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), que representa 184 empresas de ônibus em todo o Estado, divulgou nota de repúdio contra a medida, afirmando que “as empresas de transporte terão ainda mais dificuldade para manter a operação integral de linhas municipais e intermunicipais conforme o planejamento realizado pelo poder público, comprometendo o atendimento aos passageiros”.

Em Campos a situação não será diferente, já que a alta impacta todo o Estado, principalmente, os municípios de porte médio. Dessa forma, empresas de ônibus, transporte alternativo como vans, entre outros que fazem parte do transporte público municipal, serão afetados de forma direta. A afirmação da Fetranspor mostra que que a crise no transporte público, que afeta diversos estados e municípios, não depende somente de decisões isoladas tomadas pelas prefeituras, já que trata-se de uma questão nacional. (Leia mais abaixo)

A Fetranspor, entidade que representa 184 empresas de ônibus em todo o Estado do Rio, mais uma vez vem a público manifestar a sua preocupação e solicitar a atenção urgente das autoridades para o risco de falta de transporte público coletivo para a população do Rio de Janeiro. Com a confirmação do novo reajuste do óleo diesel em 14,26% a partir deste sábado, as empresas de transporte terão ainda mais dificuldade para manter a operação integral de linhas municipais e intermunicipais conforme o planejamento realizado pelo poder público, comprometendo o atendimento aos passageiros. Somente este ano, o combustível aumentou 68% nas refinarias da Petrobras. O último reajuste, de 8,87%, havia sido anunciado em 10 de maio. Com a crescente oscilação do preço do combustível, o diesel passa a ser o principal item no custo de operação das empresas de ônibus, representando 32% do total. É importante ressaltar que os impactos causados pelos reajustes anunciados ao longo dos últimos dois anos não foram compensados, até agora, por aumentos de tarifa ou subsídios por parte de prefeituras ou do governo do Estado.

A crise do diesel é mais um duro golpe a um sistema de transporte combalido, que já chegou ao seu limite com o esgotamento financeiro das empresas, que ainda não superaram os efeitos da pandemia de Covid-19. Assim, o setor pede que sejam tomadas com a máxima urgência ações para evitar a degradação do transporte por ônibus, a fim de garantir a continuidade de um setor vital para a população e para a economia fluminense.



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