O que muda na política de Campos a partir de 2026?

Grupos da política local irão medir forças na eleição de deputado, que pode ser uma prévia para eleição da Prefeitura


  • Atualizado em 12/12/2025, 07h24, Fotomontagem: Campos 24 Horas.

Postado por Fabiano Venancio - A disputa eleitoral para deputado estadual e federal no ano que vem reserva um confronto acirrado entre os grupos políticos mais fortes de Campos e o resultado pode provocar mudanças na política local, com o surgimento de potenciais candidatos a prefeito. Observadores e dirigentes partidários ouvidos pelo Campos 24 Horas afirmam que a disputa de 2026 criará uma prévia do que será a próxima eleição da Prefeitura em 2028. Acrescido ao fato de que o prefeito Wladimir Garotinho (PP), vencedor das últimas eleições municipais, pode deixar o cargo em abril 2026 para ser candidato a deputado federal. Em seu lugar, assume o vice Frederico Paes (MDB), que ainda não foi testado nas urnas como cabeça de chapa. Já nos grupos de oposição, ocorreram mudanças significativas neste final de ano. Há candidaturas emergentes e, por outro lado, o grupo Bacellar perdeu força.

Nomes da oposição como Maicon Cruz (PSD) e Thiago Rangel (Avante) sabem que, se vencerem as eleições ano que vem para deputado, ficam definidos como novas lideranças com chances reais de serem candidatos a prefeito. Por outro lado, o grupo Bacelar que era considerado o de maior potencial político e econômico na oposição, fecha 2025 cheio de incertezas por conta da prisão e soltura do presidente da Alerj  Rodrigo Bacellar. E ainda há um pré-candidato a deputado no campo da esquerda. (Leia mais abaixo)

GRUPO WLADIMIR - Vencedor das duas últimas eleições municipais e com o governo bem avaliado, o prefeito Wladimir vive um momento decisivo na sua trajetória política. Tudo leva a crer que ele será candidato a deputado federal no ao que vem. Por consequência, o vice-prefeito Frederico Paes terá um mandato de prefeito de 2 anos e oito meses e passa a ser o centro das atencões.

A  força da máquina municipal, deve ser decisiva para outros dois candidatos do grupo Wladimir, caso do deputado estadual Bruno Dauaire (União) e do ex-vereador Thiago Virgílio (Podemos), hoje presidente da Companhia de Desenvolvimento de Campos (Codemca).

Virgílio ainda não foi testado nas urnas numa eleição para deputado. Bruno, por sua vez, é forte eleitoralmente em Campos, além de contar com apoio de vereadores e lideranças em outros municípios.

NOMES DA OPOSIÇÃO - Já a oposição conta com nomes que despontam como lideranças em ascensão como Thiago Rangel (Avante), que busca se reeleger para seu segundo mandato, e o vereador Maicon Cruz (PSD), que enfrentará a primeira eleição de deputado.

Thiago fará uma parceria com Vitor Junior (PDT), campista radicado em Niterói, seu colega na Alerj e que tentará uma cadeira na Câmara dos Deputados. Eles obtiveram o apoio de lideranças de diferentes bairros e distritos de Campos. E Vitor também demonstrou a intenção de mudar seu domicílio eleitoral para Campos. (Leia mais abaixo)

Reeleito com 4.132 votos, Maicon Cruz tem buscado reafirmar sua identidade política por sua independência e bandeiras definidas como a educação pública de qualidade, a valorização dos professores e servidores, além de políticas para a terceira idade.

Eleito pela primeira vez, em 2020, como o quinto vereador mais votado de Campos, Maicon tem como marca ainda uma forte presença nas ruas e na vida das comunidades. 

BACELLAR - O grupo capitaneado pelo deputado Rodrigo Bacellar (União) faz a travessia mais difícil de sua trajetória desde que o presidente da Assembleia Legislativa foi flagrado vazando informações sigilosas para o deputado estadual TH Jóias (MDB), acusado de envolvimento com o Comando Vermelho.

Rodrigo foi preso na última quarta-feira (03) e liberado esta semana após decisão da Alerj, confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas com uso de tornozeleira eletrônica.

Com a prisão e soltura de Bacellar, que continuará a exercer o mandato, mas sem a presidência da Alerj, a situação do grupo político é de incertezas em relação ao lançamento de candidatos no ano que vem em Campos.  (Leia mais abaixo)

CAIO - O suplente de deputado federal, Caio Vianna (PSD), assumiu o mandato de deputado federal como suplente. Ele ocupou a vaga de Daniel Soranz, que retornou ao cargo de Secretário Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Caio é herdeiro político do pai, o ex-prefeito Arnaldo Viana, e deve disputar novamente em 2026 uma vaga na Câmara Federal.

Caso consiga de eleger, pode colocar de novo seu nome na disputa da Prefeitura em 2028, mesmo já tendo amargado duas derrotas nas últimas eleições municipais.

JEFFERSON - E no campo da esquerda em Campos, o nome cogitado para ser candidato a deputado em 2026, mas ainda não confirmado, é do professor Jefferson Manhães (PT), candidato à prefeitura na últimas eleição, com cerca 13 mil votos.



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