O que é o tecovirimat, remédio que o Brasil vai comprar para tratar pacientes com varíola do macaco

Medicamento foi aprovado por órgão regulador dos Estados Unidos para eventual ameaça biológica de varíola humana


  • 1º/08/2022, 14h09, Foto: Divulgação .

Trata-se de um antiviral desenvolvido estrategicamente, mas que nunca teve a eficácia testada em humanos, já que o vírus da varíola não circula mais há décadas.

"A eficácia do Tpoxx contra a varíola foi estabelecida por estudos realizados em animais infectados com vírus que estão intimamente relacionados com o vírus que causa a varíola e baseou-se na medição da sobrevivência no final dos estudos. Mais animais tratados com Tpoxx sobreviveram em comparação com os animais tratados com placebo", diz a FDA em nota. (Leia mais abaixo)

Os testes que envolveram humanos foram apenas para atestar a segurança. Ao todo, 359 voluntários saudáveis, sem infecção por varíola, participaram do estudo.

"Os efeitos colaterais mais frequentemente relatados foram dor de cabeça, náusea e dor abdominal", acrescenta a FDA.

Uso para varíola do macaco Os CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) ressaltam que, naquele país, o tecovirimat pode ser usado em pacientes infectados por ortopoxvírus (mesma família), mas um "protocolo de Novo Medicamento Investigacional de Acesso Expandido".

A modalidade permite, em determinados casos, "tratamento empírico primário ou precoce de infecções por ortopoxvírus não varíola, incluindo varíola do macaco, em adultos e crianças de todas as idades".

Com base nisso, os CDC entendem que os seguintes pacientes infectados pelo vírus monkeypox são elegíveis para o tratamento com tecovirimat. (Leia mais abaixo)

• Indivíduos com doença grave (por exemplo, doença hemorrágica, lesões confluentes, sepse, encefalite ou outras condições que requerem hospitalização).

• Indivíduos em alto risco de doença grave (transplantados, com doença autoimune ou imunodeficiência).

• Populações pediátricas, particularmente pacientes com menos de oito anos de idade.

• Mulheres grávidas ou que estejam amamentando.

• Pessoas com história ou presença de dermatite atópica, pessoas com outras condições esfoliativas ativas da pele (por exemplo, doença de Darier [ceratose folicular]). (Leia mais abaixo)

• Pessoas com uma ou mais complicações (por exemplo, infecção bacteriana secundária da pele; gastroenterite com náusea/vômito grave, diarreia ou desidratação; broncopneumonia; doença concomitante ou outras comorbidades).

• Pacientes com infecções aberrantes envolvendo inoculação acidental do vírus nos olhos, boca ou outras áreas anatômicas onde a infecção pelo vírus, monkeypox pode constituir um risco especial (por exemplo, genitais ou ânus).

A agência de saúde estadunidense acrescenta que o uso do tecovirimat pode encurtar a duração da doença e a disseminação viral.

Assim como as vacinas contra o vírus monkeypox, o antiviral será adquirido pelo Brasil por meio da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde).

No entanto, ainda não foi informada a data em que os medicamentos chegarão ao país. (Leia mais abaixo)

As primeiras vacinas devem estar disponíveis a partir de setembro, mas em quantitativos limitados. O governo não planeja imunização em massa contra a varíola do macaco.



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