
O Núcleo Gestor dos Planos Diretor e de Mobilidade Urbana continua a se reunir com segmentos da sociedade para leitura técnica de contribuições e propostas. Nesta terça-feira (2), o assessor especial do gabinete do prefeito, Renato Siqueira, recebeu o presidente e o diretor da Associação Norte Fluminense de Arquitetos e Engenheiros (Anfea), respectivamente, José Ernani da Silva Alves e Geovani Laurindo Filho, na Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade Urbana.
Os representantes da Anfea apresentaram a síntese de um questionário realizado com profissionais da área e produzido para colaborar com os Planos. A reunião tratou de assuntos como tráfego, adensamento urbano, transporte público e patrimônio histórico. Renato ressaltou alguns temas.
— Há muitos pontos importantes para se discutir. Entre eles, precisamos pensar critérios para polos geradores de tráfego, especialmente, os que já estão implantados, como escolas, academias de ginástica e agências bancárias, por exemplo. Precisamos estar atentos ao fato de que se tornou uma prática comum a divisão de terrenos, fazendo com que resultem em imóveis com lotes inferiores ao lote mínimo permitido no município. Há também a questão de demanda de parque público na cidade e ainda existe a possibilidade de resguardarmos espaços, já que ainda temos muitos espaços urbanos não edificados — comentou.
O presidente da Anfea ressaltou a disponibilidade de associação em se aprofundar em determinados pontos para colaborar com o projeto. “Fizemos um questionário e ouvimos mais de 40 arquitetos. Já temos uma síntese para apresentarmos. É claro que gostaríamos de nos aprofundar e participar deste processo mais a fundo. Temos alguns assuntos para ressaltar como a necessidade de repensar o incentivo aos proprietários de prédios tombados como patrimônio histórico”, disse Ermani.
O tráfego de automóveis é um tema sempre relevante ao pensar o crescimento da cidade. “Historicamente, pensamos a cidade para o tráfego de carros. Estamos em um momento em que a tendência é começar a pensar o contrário. Devemos pensar o transporte público e o uso de bicicleta como meio de transporte”, comentou Geovani.