Fundecam e Investe Rio trazem mais duas fábricas para Campos


terça-feira, 18 de setembro de 2012 (Foto: Gerson Gomes/Secom)Campos caminha a passos largos para consolidar um polo metal mecânico.  Mais duas fábricas do setor vão ser instaladas no município. Os empreendimentos que montam recursos da ordem de R$ 70 milhões foram confirmados na tarde desta terça-feira (18) diante de empresários e autoridades, em solenidade no estande da Schulz, na Exposição e Conferência Rio Oil & Gas, que acontece até dia 21 no Riocentro, no Rio de Janeiro. O anúncio oficial das duas fábricas, que terão aporte financeiro do Investe Rio e Fundecam,  foi feito pelo diretor da Schulz América Latina, Marcelo Bueno, e pelo vice-presidente mundial do grupo, o empresário alemão, Luca Schulz.

- Campos tem posição estratégica para as atividades do pré-sal e a Schulz entra no mercado com um produto especial, único no Brasil, que é o TBM (Tubo Bimetálico  Mecânico), confeccionado em dois metais nobres, para aplicação em dutoquímica, fluídos agressivos e em outras aplicações da indústria do petróleo. No mundo, só existe um fabricante deste produto, e a Schulz será a primeira na América Latina e segunda do mundo a produzir este tipo de tubo com essa tecnologia bastante avançada -, informou Marcelo Bueno. (Leia mais abaixo)

Aportes do Fundecam e do Investe Rio - Marcelo Bueno explicou as diferencas entre as duas fábricas e a participação do Investe Rio (Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Governo do Estado) e Fundecam (Fundo de Desenvolvimento de Campos), que é um programa de fomento ao desenvolvimento da prefeitura. “Os investimentos para a planta da terceira fábrica – que produzirá flanges (peças que fazem a conexão de dutos com redução ou ampliação de bitola dos dutos) e está orçado em R$ 10 milhões, terão aporte do Fundecam no valor de R$ 3 milhões. A  quarta fábrica em Campos será destinada à unidade que produzirá inox de até 8 polegadas. Esta fábrica está orçada em cerca de R$ 50 milhões e terá aporte de R$ 22 milhoes do Investe Rio".

- O projeto foi aprovado pelo Conselho Gestor do Fundo, mas agora aguarda liberação da Caixa Econômica Federal e tememos prejudicar o cronograma da empresa. Conversei hoje com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Petróleo, Marcelo Neves, e ele se colocou à disposição para, na próxima semana, montarmos uma comissão de todos envolvidos para irmos a Caixa Econômica para agilizar os procedimentos, já que o processo está na Caixa para na análise há seis meses - diz Marcelo Bueno.



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