O Brasil enfrenta a sétima onda de calor do ano, que se intensificará ao longo desta semana. É o que informa a agência Climatempo, especializada em meteorologia.
Com o clima extremamente seco e a baixa umidade do ar, a nova onda de calor aumenta a preocupação por causa do crescimento dos focos de queimadas em várias regiões do país. (Leia mais abaixo)
O sistema que originou essa onda de calor a partir desta segunda-feira, 23, segue o mesmo padrão das anteriores. Um bloqueio atmosférico se estabelece na região central do Brasil, o que intensifica a massa de ar quente. O fenômeno impede a formação de nuvens carregadas e dificulta a passagem de frentes frias, favorecendo o calor extremo.
Com a chegada da primavera, o país recebe maior incidência de radiação solar, o que eleva ainda mais as temperaturas. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma onda de calor é definida por um período em que as temperaturas estão 5°C acima da média mensal.
Essa onda de calor terá uma interrupção em algumas regiões, como em Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e oeste do Paraná, a partir da quinta-feira 26, por causa da chegada de instabilidades que reduzirão as temperaturas. No entanto, o fenômeno continuará ativo em grande parte do Centro-Oeste e do Sudeste brasileiro até a próxima sexta-feira, 27, com possibilidade de prolongamento.
Segundo a Climatempo, os Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, sul de Goiás, Triângulo Mineiro, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul terão temperaturas de 5°C a 10°C acima da média nesta semana. Em outras áreas, o aumento será mais moderado, com temperaturas de 3°C a 5°C acima do normal para a época.
O Brasil vivencia mais um período crítico neste ano, marcado por uma sequência de tempo seco, baixa umidade e, agora, mais dias de calor intenso. Esse cenário aumenta o risco de queimadas, que já devasta diversas regiões do país. (Leia mais abaixo)
A combinação de calor extremo e tempo seco reforça a necessidade de atenção redobrada para os riscos de incêndios e impactos à saúde da população.
Fonte: Revista Oeste