Nova etapa do mutirão de combate ao Aedes aegypti no Jóquei

O número de casos da doença continua alto em Goitacazes, Travessão, Penha, Guarus, Parque Rosário, Eldorado e Centro


  • 28/07/2018 16h21 Foto: Hellen Souza.
O bairro do Jóquei recebeu nesse sábado (28) os agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), para uma nova etapa do mutirão de combate ao Aedes aegypti. A ação continua neste domingo (29). Atualmente, Campos tem 3.694 casos confirmados de chikungunya. De acordo com o diretor do CCZ, Marcelo Sales, novos casos da doença começam a diminuir, mas a população precisa continuar fazendo a sua parte. O Jóquei foi o primeiro local escolhido para esta nova fase, pois registrou aumento do número de casos da doença. Os números também continuam altos em Goitacazes, Travessão, Penha, Guarus, Parque Rosário, Eldorado e Centro, bairros por onde os agentes do CCZ devem retornar com as ações. Na casa da aposentada Maria das Graças Ferreira, 72 anos, os agentes não encontraram focos do Aedes. “Eu vigio diariamente a existência de qualquer objeto que possa acumular água e se tornar um criadouro de mosquito. Nunca tive dengue ou chikungunya. E não quero que meus vizinhos tenham. Se cada um fizer sua parte, vamos conseguir exterminar esse mosquito”, disse. Epidemia - No último fim de semana, o mutirão aconteceu em Campo Limpo e Goitacazes, na Baixada. — Temos bairros que já registram uma melhora com a intensificação das ações, como Turf, Riachuelo, Matadouro, Dom Bosco, Nova Brasília, Parque Corrientes, Donana, Estância da Penha, Bela Vista, João Maria, São Benedito, São Lino, Rui Barbosa, Presidente Vargas e Parque São Domingos. Mas, vale ressaltar que apesar disso, podemos voltar a enfrentar novos casos se a população não cooperar – ressaltou a diretora da Vigilância em Saúde, a médica infectologista Andreya Moreira. Em nove mutirões realizados, os agentes do CCZ percorreram 41 bairros do município, visitaram cerca de 30 mil imóveis e encontraram outros 22 mil fechados. O município vive uma epidemia de chikungunya e a Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) continua solicitando o apoio da população, para que receba os agentes em suas residências e faça a sua parte separando 10 minutos, por semana, para revisar quintais, vasos de plantas e recipientes de água de animais. Outras medidas no combate à epidemia de chikungunya foram a descentralização do atendimento primário na rede de saúde, a capacitação de profissionais de saúde para o melhor atendimento à população e o aumento do número de testes laboratoriais na rede básica de saúde.



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