‘Nós podemos envergar, mas nós não quebramos'

Presidente citou música de Lenine em fim de discurso e disse que se inspira nas ‘margaridas’


12/08/2015     -   às 18h50      -      Foto: Divulgação Dilma12Após gritos de “Fora Cunha” e ao coro de “não vai ter golpe”, a presidente Dilma Rousseff foi recebida por milhares de pessoas no estádio Mané Garrincha, em Brasília, no encerramento da Marcha das Margaridas nesta quarta-feira. Em seu discurso, a presidente disse que se inspira nas “margaridas” (mulheres do campo integrantes da marcha), anunciou uma série de ações do governo para as mulheres e finalizou citando música de Lenine que diz que “Nós podemos envergar, mas nós não quebramos”. Antes, a Marcha das Margaridas seguiu em passeata na Esplanada dos Ministérios até o Congresso Nacional e reuniu cerca de 25 mil pessoas, sugundo a Polícia Militar. — As margaridas tem capacidade de organização e de luta que é notável. E essa capacidade de luta contra a opressão inspiram todas as mulheres. Vocês são um exemplo. E quero dizer que inspiram a mim, a presidente da República, e todo meu governo, que precisa ter diálogo com vocês para fazer esse país ter igualdade de oportunidades para homens e mulheres. A presidente anunciou plano de ações do governo para as mulheres, como as patrulhas rurais Maria da Penha, em parceria com a polícia local, para que mulheres vítimas de violência sejam corretamente atendidas, e a ampliação dos serviços de saúde que fará parte do calendário oficial do Ministério da Saúde, em novembro, para que as mulheres tenham atendimento prioritários nos postos de saúde em exames preventivos como mamografia e papa nicolau. — Nós não deixaremos que haja retrocessos. E juntos, nós margaridas, que geramos a vida, não deixaremos que ocorra qualquer retrocesso nas conquistas sociais e democráticas do nosso país — disse Dilma, sem falar, no entanto, do ajuste fiscal, criticado pelas participantes do ato. No encerramento do discurso, a presidente Dilma citou uma música de Lenine sobre uma festa em que se celebras as conquistas: — Nós podemos envergar, mas nós não quebramos. Nós seguimos em frente. Antes do início da cerimônia, as participantes da Marcha das Margaridas gritaram palavras de ordem e fizeram onda nas arquibancadas. Grupos ensaiaram gritos de guerra como "Não, não, não à redução!". Uma bandeira com os dizeres "Fica Dilma" foi levantada pelos militantes, que também entoaram "Fora, Cunha". Elas também cantaram: No meu país, eu boto fé, porque ele é governado por mulher". Também pediram a cabeça do ministro da Fazenda, Joaquim Levy: "Fora já. Fora daqui o Eduardo Cunha junto com Levy". - Eu prefiro ser pardal - brincou um senhor com a camiseta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), que organiza a Marcha das Margaridas, junto com a Contag.  



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