Um consórcio entre os municípios do Norte Fluminense para a aquisição de doses de vacinas contra a Covid-19, inclusive fabricadas em outros países e devidamente registradas por órgãos reguladores. A proposta é do prefeito de Macaé, Welberth Rezende (Cidadania) e está respaldada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou na terça-feira (23) estados e municípios a adquirirem as doses. De acordo com a decisão da Corte, a medida é possível caso a União descumpra o Plano Nacional de Imunização (PNI) ou caso as doses previstas no documento sejam insuficientes. .
Há escassez de vacina nos municípios do país, que reclamam da falta de doses da vacina. O calendário em várias cidades do Norte Fluminense se encontra atraso, e na capital a vacinação chegou a ser pausada por falta de vacinas. Welberth ressaltou que começará a fazer contato com os prefeitos da região com a intenção de facilitar a baratear a compra, visando o respeito e transparência quanto ao uso do dinheiro público. O valor do frete seria único, podendo todas as doses serem enviadas em um único voo. . (Leia mais abaixo)
Segundo o prefeito, a ideia é fazer um grande consórcio. “Uma boa quantidade de vacinas é um preço, mas comprar um milhão, é outro. Até essa notícia, nós não tínhamos onde comprar a vacina. Estamos fazendo a tentativa de compra protocolar, duas vezes por semana, ligamos para o Instituto Butantan para tentar fazer a compra direta. E a resposta é que o Governo Federal está comprando todas. Mas é importante ligar, porque dos 5.500 municípios do Brasil, apenas pouco mais de 100 fizeram essa intenção. Se o Governo Federal ou os municípios não comprarem, o Instituto poderá enviar para outros países da América do Sul”, contou.
A integração entre os municípios da região é outro ponto importante para a criação do consórcio. O prefeito mencionou os dias de Carnaval. “Durante o período do Carnaval, Macaé fez o cronograma, inibiu aglomerações. Mas as pessoas foram para outros municípios onde isso não aconteceu e retornaram para cá. Para esses próximos 15 dias, há expectativa que se manifestem mais casos da doença, efeito do Carnaval. Se não conseguir fazer em toda a região, não adianta resolver só Macaé”, concluiu.