Com o tema "Desafios da Liderança feminina na retomada da economia", a diretora de Compliance e Jurídico da Firjan, Gisela Gadelha, abre a primeira reunião do grupo Mulheres na Indústria do Norte Fluminense, realizada nesta segunda-feira (08), Dia Internacional da Mulher, na sede da Representação Regional da Federação em Campos (e também de forma on-line). A iniciativa, que contou com o apoio da Firjan, busca valorizar e incentivar a inserção feminina nas indústrias, num momento em que apenas um e cada quatro profissionais são do sexo feminino, segundo dados da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). .
“Vamos trazer dados das desigualdades em razão do gênero no mercado de trabalho, mostrando que as mulheres, por várias razões, foram as mais afetadas na crise provocada pela pandemia. E assim, vamos destacar a importância da liderança feminina para mudar esse cenário, uma questão cultural que a gente precisa enfrentar”, comentou Gisele Gadelha. . (Leia mais abaixo)
O grupo multisetorial conta com 12 representantes das indústrias da região, que vão se reunir mensalmente na sede da Firjan Norte Fluminense – com participações on-line enquanto durar a pandemia. A ideia é fomentar, incentivar e qualificar a participação feminina, contribuindo para a diversificação das empresas e para o desenvolvimento de seus talentos e da própria região.
“A indústria, assim como o mercado de trabalho em geral, é historicamente um ambiente mais masculino, e pretendemos colaborar para que a representatividade feminina tenha mais destaque, trazendo a mulher para o centro do debate do desenvolvimento regional”, disse Monalisa Crespo, idealizadora do grupo e vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Vestuário de Campos (Sindvest).
MULHERES NA INDÚSTRIA - Atualmente, as mulheres representam 32% da força de trabalho da indústria brasileira, segundo dados do portal ODS. O segmento que mais emprega mão de obra feminina é o de confecções e artigos do vestuário, com 75% da força de trabalho. Um dos dados que chama a atenção é o avanço do gênero feminino em setores historicamente dominados por homens, como na indústria extrativa mineral e na construção civil.
O trabalho feminino nas indústrias começou ainda na Revolução Industrial. As mulheres cumpriam grandes jornadas de trabalho enquanto recebiam salários até 60% menores do que os dos homens. Realidade que continua difícil: uma pesquisa feita pelo IBGE em 2009 mostrou que as trabalhadoras em geral ganham, em média, 20,5% menos do que os homens. Mas ao longo dos anos, as profissionais das mais diversas áreas começaram a se organizar e conquistar cada vez mais espaço, a partir do crescimento das indústrias do país.
O aumento da diversidade no mercado de trabalho é uma das práticas recomendadas por especialistas em gestão no mundo inteiro. Entre os benefícios estão a construção de uma cultura de meritocracia, estimulando o colaborador a dar o seu melhor e proporcionando, assim, melhores resultados, além do aumento do potencial criativo do negócio. Um estudo da revista Forbes, por exemplo, diz que a diversidade nas empresas é uma das características impulsionadores de um ambiente inovador. (Leia mais abaixo)
“Por isso, faremos palestras e cursos para qualificar a mão-de-obra feminina e também conscientizá-las do seu papel cada vez mais importante nas organizações. Também pretendemos fazer projetos sociais, contribuindo assim de variadas formas com a evolução da sociedade do Norte Fluminense”, afirmou Monalisa.