14/09/2016 12h52 | Foto: Divulgação

O número de candidatos que usam o título de pastor no nome de urna cresceu 25% em comparação com as últimas eleições municipais, em 2012, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em 2016, 2.759 candidatos utilizam a palavra “pastor” no nome de campanha, 557, “pastora” e 15 usam variações como “pastorzinho” e “pastorzão”. Outros 39 candidatos utilizam nome em referência a outro pastor, como por exemplo “Raquel do Pastor João”.
Também estão concorrendo 2.186 candidatos registrados como “irmão” e 841 como “irmã”. Existem 150 candidatos que utilizam o termo "padre" antes do nome e 44 políticos que utilizam algum padre como referência no nome da urna.
Há ainda 63 "pais", 37 "mães", seis "freis" e 62 "bispos", totalizando mais de 6.600 nomes com referências religiosas diretas.
O levantamento leva em conta apenas palavras que não fazem parte do nome ou do sobrenome de registro do candidato.
Influência na votação
O discurso dessas denominações religiosas tem tons messiânicos. A presença de várias igrejas na mídia - com pregações transmitidas em diversos canais de TV - cria ou orienta um volume significativo de votos. Lideranças pentecostais articulam alianças políticas em nome das instituições religiosas, o que não acontece na Igreja Católica, por exemplo. Este grau de formalização de apoio político por parte dos evangélicos também pesa na decisão de voto dos fiéis.
Presidente do Conselho de Pastores do Brasil e apresentador de programas evangélicos, Silas Malafaia relativiza o poder dos líderes de influenciar as escolhas eleitorais dos fiéis. "Ninguém tem influência total sobre o povo", afirmou.