03/01/2015 07h30 | Foto: Campos 24 Horas
Postado por: Fabiano Venancio
A frase acima é de Santo Agostinho e não é que ele tinha razão na sua citação? Pelo menos isso está sendo comprovado dia a dia em Campos, no que diz respeito a uma novidade criada especialmente para as crianças do município e, também, para outras de cidades vizinhas, seja da rede municipal, estadual ou particular que, em caravana, podem usufruir dessa novidade. Em menos de um mês de entregue à população, este espaço contabiliza um público de mais de 5.500 pessoas, levando-se em consideração que somente na inauguração foram 3.500 participantes.
Trata-se da Cidade da Criança, um parque temático que mistura lazer, socialização e aprendizagem, com espaços específicos (as geodésicas) para a prática pedagógica. O presidente da Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca), Wainer Teixeira, explica que, mesmo com seus mais de 25 anos de experiência nas áreas de educação, administração, criação e implantação de projetos na iniciativa privada (vice diretor da Fafic, criação do laboratório de Letras da Fafic, implantação da Rádio Educativa, diretor do Grussaí Praia Clube, idealizador da Escola de Vendas da CDL, entre outros, A Cidade da Criança está sendo para ele um verdadeiro processo de aprendizagem. Ou mais do que isso: um desafio.
Mas nem só da Cidade da Criança se ocupa a Codemca, que tem para si a responsabilidade das rodoviárias da cidade (Roberto Silveira, Shopping Estrada e de Farol, entre outras), o camping da praia do Farol, o suporte que dá à Secretaria de Desenvolvimento Econômico na Festa de Santo Amaro com a incumbência do Caminho de Santo Amaro, além de tantas outras responsabilidades. Para Wainer Teixeira, o processo de licitação do Aeroporto Bartolomeu Lizandro, assunto que está cheio de novidades, é outro grande desafio da Codemca.
Confira a entrevista:
Campos 24 Horas – Em poucos dias de inaugurada, já se pode fazer um balanço das atividades na Cidade da Criança?
Wainer Teixeira – Sim. A Cidade da Criança é realmente um presente para Campos. E a presença do público nestes dias que acontecem grandes festas (Natal e Ano Novo) surpreende, porque as pessoas estão envolvidas no corre-corre, mas mesmo assim estão trazendo seus filhos, netos, sobrinhos e afilhados para a Cidade da Criança. Assim como os pequenos, seus responsáveis também saem encantados, tanto com os atrativos, como com a segurança e organização. Tem ainda a questão bucólica do parque, bem propícia para as famílias estarem juntas.
C24H – Mas qual é o objetivo da Cidade da Criança, de fato?
Wainer – O parque tem vários objetivos e a missão de ser a extensão de magia e encanto do primeiro habitat da criança, que é a família e, depois, a escola, um local de descobertas. Cada criança que quer tirar uma foto em qualquer lugar ali, andar na área suspensa do arborismo ou brincar nas águas dançantes, é uma beleza singular. E você pode me perguntar: Porque vir à Cidade da Criança? Porque ela diverte, educa e é um instrumento de socialização e aprendizagem para a convivência com o outro. Neste parque a criança aprende brincando, até porque, brincadeira é coisa séria.
C24H – Aprende? O que?
Wainer – Muita coisa. Por exemplo, que ela não deve atravessar na grama, não deve jogar lixo no chão e sim na lixeira, aprende a atravessar na faixa que liga uma calçada a outra (ensinamento sobre educação no trânsito), entre outros. Tudo isso ela vai levar para fora do parque, uma forma de socialização. Tem ainda o aspecto pedagógico, já que alunos das redes municipal, estadual, federal ou particular poderão ter aulas regulares no período letivo nas áreas de Ciências, Física, Química e Biologia, podendo aprender, na prática, dentro das geodésicas, onde nas menores serão ministradas as aulas e nas maiores o contato com os experimentos científicos. Essa parte começa em fevereiro, com o ano letivo.
C24H – No início da entrevista você falou muito sobre a segurança do espaço. Fale sobre isso...
Wainer – Dentro deste sistema temos uma equipe treinada com a Brigada de Incêndio, além de um departamento médico com ambulância no local. O controle do fluxo de acesso também foi muito bem pensado. A entrada ao parque, por exemplo, não é o mesmo da saída, neste caso, é pela Avenida 28 de Março. Além disso, uma criança não entra sozinha e, também, não sai sozinha de jeito nenhum. Para qualquer incidente, temos monitores e funcionários dentro do parque o tempo todo. Há de se ressaltar que o verdadeiro responsável pela criança é o pai, mãe, avós, tios ou primos e nós somos colaboradores neste processo todo. Em breve teremos um sistema de monitoramento por câmeras dentro e fora do parque.
C24H – Mudando de assunto, estamos no Verão e a Codemca tem algumas incumbências neste período, não é?
Wainer – Temos sim. Uma delas é com o camping do Farol, que recentemente passou por melhorias nas instalações elétricas e hidráulicas da cozinha e dos banheiros, no sistema elétrico (tomadas e iluminação), tudo para melhor receber as famílias de Campos e região que poderão participar de uma vasta programação lá dentro. A novidade é que os valores das taxas de diárias este ano são os mesmos do verão passado. Ainda dentro do verão, reformamos a rodoviária da praia campista, tornando-a mais confortável. Também vamos auxiliar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico na Festa de Santo Amaro, com suporte ao Caminho de Santo Amaro. Esse é um trabalho importante, não só pelo aspecto turístico, mas também pelo aspecto religioso.
C24H – Ainda dentro do tema verão, você falou da rodoviária do Farol. E as duas daqui da cidade?
Wainer – Também estão recebendo a atenção que precisam e merecem. Justamente por conta do verão e das férias escolares, quando o fluxo de pessoas aumenta muito, a Codemca reforçou as equipes de trabalho nas duas, tanto na limpeza quanto na fiscalização tarifária. No Shopping Estrada temos ainda um Polo de Atendimento ao Cidadão, para as pessoas de fora terem as informações que precisam. Em breve o mesmo polo vai ser implantado também na Rodoviária Roberto Silveira.
C24H – Saindo do tema verão, a Codemca também está presente no processo licitatório do Aeroporto Bartolomeu Lizandro. Em que fase está?
Wainer – Dentro deste contexto foram desenvolvidos projetos sérios ao longo de dois anos, além de elaboração de editais e estudo para concessão da expansão e exploração do Bartolomeu Lizandro. E tudo com participação da sociedade civil organizada, com concorrência pública e com a sociedade tendo acesso aos editais. Em dezembro tornou público o edital de licitação, com as propostas a serem abertas já no próximo dia 12. Trata-se de uma gestão integrada da Prefeitura e Infraero, que ficará até três meses após assinatura do contrato com o consórcio vencedor da licitação. O vencedor, por sua vez, ficará por 25 anos e terá que realizar investimentos e ações, que serão vistoriadas pela Prefeitura.
C24H – E qual o ganho para o município?
Wainer – Primeiro, o governo reconhece o trabalho importante da Infraero, mas diante de tantos aeroportos administrados no país (são mais de 200), Campos não figura para a Infraero como aeroporto para receber investimentos a curto prazo. A Prefeita Rosinha Garotinho, então, que já vem trabalhando pelo desenvolvimento regional, com a duplicação da BR, inauguração da pedra fundamental do Porto do Açu, entre outros, numa demonstração de um gestor que tem visão para o desenvolvimento e sabe da importância de um corredor logístico, entra com pedido de outorga do Bartolomeu Lizandro, com objetivo de antecipar a entrega dele, a partir de licitação pública à iniciativa privada, que tem expertise para administrar e investir a curto prazo. E quem ganha com isso são os empresários, comerciantes e pessoas que investem no município, além da população em geral.