segunda-feira, 09 de setembro de 2013 - Foto: arquivo
Após ser inocentado em uma ação sobre abuso de poder econômico, prefeito de SJB enfrentará agora uma gravíssima acusação da Polícia Federal: formação de quadrilha (Leia mais abaixo)
O futuro do prefeito de São João da Barra, José Amaro Martins, o Neco(PMDB), será mesmo decidido após a sentença da ação originada a partir da ‘Operação Machadada’, realizada pela Polícia Federal(PF). Isto porque ele foi inocentado pela juíza Luciana Cesário de Mello Novaes no julgamento de outra ação sobre compra de votos, que tramitava na 37ª Zona Eleitoral de São João da Barra (SJB). Antes de sair de licença, a juíza julgou improcedente o pedido de cassação de Neco na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), que também pedia a cassação do seu vice, Alexandre Rosa (PMDB), e do vereador Eziel Pedro da Silva, denunciados após doação de material de construção no período eleitoral. Em sua decisão, a juíza não considerou a doação de materiais para uma igreja, em Cajueiro, como abuso de poder econômico.
Machadada, segundo PF, desbaratou quadrilha e vai decidir futuro de Neco
Segundo a Polícia Federal(PF), graves acusações recaem sobre políticos de São João da Barra, sobretudo sobre políticos do PMDB sanjoanense, são de formação de quadrilha. Nessa ação, novamente é pedida a cassação do mandato do prefeito Neco
Para a Polícia Federal(PF), a Operação Machada desbaratou uma suposta quadrilha que, segundo as investigações, é formada pela ex-prefeita Carla Machado, o atual prefeito José Amaro Martins, o Neco, o vice-prefeito Alexandre Rosa e dois vereadores.
Audiência foi adiada duas vezes em maio (Leia mais abaixo)
Audiências da "Operação Machadada", em São João da Barra, foram adiadas duas vezes em maio deste ano, em virtude de um pedido de perícia feito pela defesa dos acusados. A juíza Luciana Cesário de Melo Moraes acatou o pedido. O primeiro adiamento ocorreu em 3 de maio, quando uma advogada de defesa alegou que teria uma cirurgia. O segundo adiamento ocorreu no dia 20 do mesmo mês.
Relembre a Operação Machadada
A Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante durante a 'Operação Machadada', a prefeita de São João da Barra (SJB), Carla Machado (PMDB), e o vereador Alexandre Rosa (PMDB), candidato a vice-prefeito de SJB pela Coligação São João da Barra Não Pode Parar, que tinha como candidato a prefeito Neco (PMDB). Eles são acusados de formação de quadrilha e captação ilícita de sufrágio (compra de votos).
Carla Machado foi presa por agentes da PF depois de ter participado de um comício de Neco, na Praia de Grussaí, quando estava a caminho de uma pousada, na Praia de Atafona. Já a prisão de Alexandre Rosa aconteceu na localidade de Água Santa, no 5º distrito de SJB, na casa do candidato Neco.
Carla e Alexandre pagaram fiança e foram liberados para responder o processo em liberdade.
Formação de quadrilha e compra de apoio (Leia mais abaixo)
A motivação da prisão de Carla Machado e de Alexandre Rosa foi em decorrência de várias gravações de áudio e vídeo, além de depoimentos. Numa das gravações, a Prefeita aparece oferecendo R$ 60 mil para que o comerciante Rodrigo de Abreu Rocha, 33 anos, candidato a vereador de SJB pelo PR, deixasse de apoiar o candidato a prefeito Betinho Dauaire (PR), da Coligação São João da Barra Vai Mudar Para Melhor, e passasse a apoiar a candidatura de Neco. Alexandre Rosa também aparece na gravação durante as negociações, que teriam sido iniciadas com o valor de R$ 80 mil.
Carla Machado, Alexandre Rosa, Neco e mais três pessoas vão responder pelo artigo 41 A, da Lei Nº 9.504, de 30 de setembro de 1997 (captação ilícita de sufrágio – compra de votos), que prevê pena de multa de mil Ufirs (R$ 2.275,20) a 50 mil Ufirs (R$ 113.760,00) e cassação do registro ou do diploma, além do artigo 288 do Código Penal (formação de quadrilha para o fim de cometer crimes), punido com reclusão (prisão) de um a três anos.