Nardoni e outros detentos famosos de Tremembé saem da prisão para depor sobre livro


  • 27/06/2019 09h42 Foto: Divulgação.

Os presos mais famosos de Tremembé, presídio no interior de São Paulo, entre eles Alexandre Nardoni, deixaram juntos a prisão na tarde desta quarta-feira (26) para participar de uma audiência no fórum de São José dos Campos (SP).

O grupo foi apresentado à juíza Sueli Zeraik, que apura circunstâncias de entrevistas concedidas pelos presos ao também detento Acir Filló, 47, ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos (SP), autor de um livro "Diário de Tremembé - O presídio dos Famosos", que relata a rotina do presídio conhecido por receber celebridades no mundo do crime. (Leia mais abaixo)

Além de Nardoni, condenado pelo assassinato da filha em 2008, também foram levados ao fórum Lindenberg Alves (que assassinou a namorada Eloá, em 2008), Cristian Cravinhos (conhecido pela morte dos pais de Suzane Richthofen, em 2002), Guilherme Longo (suspeito de matar o enteado Joaquim, em 2013).

Também estavam no grupo Gil Rugai (condenado pela morte do pai e da madrasta em 2004), Mizael Bispo de Souza (condenado pela morte de Mércia Nakashima, em 2010) e Carlos Sussumu Hasegawa, o menos famoso do grupo.

Foram justamente declarações desse último ao autor do livro as principais causadoras da apuração. O médico aparece no capítulo "Roger Abdelmassih" com o subtítulo "A fraude de Abdelmassih". Segundo o gastroenterologista formado pela Universidade de São Paulo (USP) e preso por extorsão, ele teria ajudado o médico Abdelmassih, condenado por estupros, a enganar outros médicos para conseguir prisão domiciliar. Para tanto, Hasegawa diz ter administrado no colega remédios que aumentaram a pressão arterial.

Filló, que é jornalista, passou a registrar o dia a dia do presídio no interior de São Paulo desde que chegou ali, em abril de 2017, e a entrevistar celebridades do crime como as que disputavam a partida organizada por Ramiro.

De todos os presos, o detento-repórter diz em obra que é "Nardoni é o mais 'notável' entre os midiáticos que estiveram ou ainda cumprem pena no presídio mais famoso do País. Ele é o mais procurado e, ao mesmo tempo, o menos visto no IRT (presídio). Discreto e introspectivo, foi o personagem mais difícil de entrevistar". (Leia mais abaixo)

Ao detento-repórter, Nardoni repetiu a versão que mantém desde março de 2008, segundo a obra: "Não matei minha filha, mas ninguém se interessa em descobrir a verdade".

Fonte: Tribuna Online



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