
O secretário da Polícia Civil do Rio, Renato Torres, confirmou, na manhã desta sexta-feira (6), que a ação que terminou com a morte de três médicos em um quiosque na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, foi um engano.
“Não resta mais dúvida alguma de que os médicos foram assassinados por engano”, disse Torres. (Leia mais abaixo)
Segundo o secretário, o caso está praticamente esclarecido após o encontro dos corpos dos suspeitos de envolvimento no ataque aos três médicos.
O crime teria ocorrido porque os chefes do tráfico teriam ficado insatisfeitos com a repercussão dos assassinatos.
“A facção criminosa entrou em desespero com a repercussão do assassinato dos médicos por engano. E determinou a eliminação dos envolvidos na ação equivocada”, afirmou Torres.
Ainda de acordo com o secretário, as informações do núcleo de Inteligência já apontavam, nas primeiras horas da manhã de quinta-feira (5), que os criminosos tinham errado o alvo e confundido uma das vítimas com um miliciano que os traficantes estavam procurando para matar.
“Quando a facção criminosa confirmou o equívoco, avisou que os envolvidos seriam punidos”, disse o secretário de polícia. (Leia mais abaixo)
Os investigadores ainda procuram pelo carro usado no ataque aos médicos. A suspeita é de que este mesmo veículo foi usado em outras execuções na guerra entre traficantes e milicianos na Zona Oeste do Rio. Outros suspeitos ainda são procurados.
Vingança De acordo com as investigações, a ação seria uma vingança pelo assassinato do traficante Paulo Aragão Furtado, conhecido como Vin Diesel, em 16 de setembro por milicianos.
Em vez do alvo da vingança, entretanto, os criminosos acabaram assassinando três dos médicos por engano, segundo as investigações.
A morte de Vin Diesel teve, segundo policiais, a participação de Taillon de Alcântara Pereira Barbosa. Ele é filho de Dalmir Pereira Barbosa, apontado como um dos principais chefes de uma milícia que atua na Zona Oeste.
Vin Diesel morreu no interior da comunidade da Gardênia Azul. Ele era um dos aliados do grupo de Philip Motta Pereira, o Lesk. (Leia mais abaixo)
Segundo as investigações, Lesk teve a informação de que Taillon estaria no quiosque onde ocorreu o ataque aos médicos.
A TV Globo obteve as informações com fontes nas polícias. Uma hipótese é a de que os traficantes tinham como alvo Taillon, que se parece com uma das vítimas, o médico Perseu Ribeiro Almeida. É Perseu que aparece com a camisa do Bahia na última foto tirada pelo grupo de colegas. O médico morreu na hora.
Segundo apurou a TV Globo, o miliciano mora perto do quiosque onde ocorreu o crime.
Principais suspeitos Os principais suspeitos de terem praticado o crime são os traficantes: Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, conhecido como BMW; Philip Motta Pereira, vulgo Lesk ou CR7 outros dois criminosos do grupo, conhecido como "Equipe Sombra", que são conhecidos pelos apelidos Ryan e Preto Fosco
Lesk foi o responsável por chefiar a invasão de traficantes e tomada do controle da comunidade da Gardênia Azul, em Jacarepaguá. Já BMW é homem de confiança de Lesk. (Leia mais abaixo)
De acordo com investigações, Lesk era miliciano e "trocou de lado". Ao passar a integrar o Comando Vermelho, ele foi abrigado por criminosos do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio.
A polícia investiga se uma pessoa viu o grupo sentado e informou aos assassinos. Na imagem da câmera de segurança, é possível ver um dos atiradores voltando para conferir o Perseu, já baleado.
Isso explicaria, segundo fontes ouvidas pela TV Globo, um dos assassinos estar vestindo bermuda, traje incomum em casos de execuções feitas com planejamento. Os outros criminosos estavam com camisas e calças escuras, mas não cobriram os rostos.
O Departamento de Homicídios da Polícia Civil mobilizou equipes para a investigação. Um dos objetivos é refazer o trajeto do veículo usado no crime.
Fonte: G1 (Leia mais abaixo)