Onipresentes em bares e restaurantes, os sachês de ketchup, sal, açúcar e outros condimentos passaram de solução prática a problema global. O que antes parecia inofensivo, agora está no centro de um debate que envolve poluição plástica, riscos sanitários e desperdício. Vários países já aderiram a norma.
A pergunta que fica é: por que os sachês viraram vilões e o que explica essa mudança de postura? (Leia mais abaixo)
Impacto ambiental - São bilhões de sachês usados e descartados todos os anos. De uso único, eles levam até mil anos para se decompor. Além disso, muitos dos sachês são feitos de múltiplas camadas (diferentes plásticos, alumínio e filmes), o que os torna tecnicamente quase impossíveis de reciclar. O destino acaba sendo os aterros sanitários e o meio ambiente em geral.
Quando fragmentados na natureza, eles viram microplásticos, contaminando a cadeia alimentar, a água e o corpo humano. As ameaças à saúde não param por aí, se queimados, os sachês liberam toxinas perigosas no ar, expondo desnecessariamente comunidades a problemas respiratórios e câncer.
Questões sanitárias - Pesquisas brasileiras e internacionais apontam que sachês podem carregar microrganismos na superfície, contaminando alimentos quando manuseados por vários consumidores ou abertos de forma inadequada.
Mudança na experiência gastronômica - Restaurantes precisam repensar a apresentação à mesa e a forma como condimentos são oferecidos com mais foco em higiene e sustentabilidade. Essa mudança é também uma maneira de fomentar a economia circular, forçando a substituição por recipientes reutilizáveis, eliminando o descarte desnecessário.
Questões políticas - Combate à “Economia do Sachê”: as legislações visam acabar com o marketing de produtos em minúsculas embalagens, que geram um volume de resíduos desproporcional à quantidade de produto consumido. (Leia mais abaixo)
Fonte: Metrópoles