"Nada era feito no Rio sem anuência de Picciani", diz delator

Segundo Jonas Lopes, assim como Cabral, ele também mantinha relação de “amizade” com o ex-presidente da Alerj e chegou a comprar gados do deputado


  • 09/07/2018, 15h54, foto: Divulgação.
Rio - O ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Jonas Lopes Júnior disse, na manhã desta segunda-feira, em depoimento no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), que o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (MDB), era uma figura de grande influência na política fluminense, e que nada era feito no estado sem o seu consentimento. "Nada havia no estado que não fosse feito com a aquiescência do deputado", disse Jonas Lopes, que está em prisão domiciliar por integrar um esquema de corrupção no TCE. Ele afirmou que Cabral e Picciani, além de aliados, eram amigos, e que ele próprio também tinha uma relação cordial com Picciani. "Uma relação que posso chamar até de amizade", disse. O ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro afirmou que comprou gado de Picciani e usou dinheiro ilícito recebido no esquema no TCE para quitar a transação. A negociação foi uma forma de simular uma origem para o dinheiro, reconheceu Jonas Lopes no depoimento.



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