O celular caiu na água ou, por algum acidente, ficou encharcado. Calma, dá para tentar salvar o smartphone.
O Guia de Compras reuniu as melhores recomendações dos fabricantes para tentar resolver o problema. Nada de colocar o aparelho em um pote com arroz, hein?
Veja a seguir o que fazer e o que não fazer no caso de derrubar água (ou algum outro líquido) no telefone e saiba qual é o nível de proteção do seu aparelho. (Leia mais abaixo)
O que fazer:
Nem toda situação de exposição à água é igual. Se o problema não for resolvido, é recomendável procurar a assistência técnica do fabricante do celular para uma avaliação técnica.
O que não fazer:
Qual o nível de proteção do seu aparelho?
Telefones mais antigos tinham partes móveis, como tampas, gavetas para cartões de memória e baterias removíveis. E eram mais suscetíveis a danos por umidade. (Leia mais abaixo)
Os aparelhos mais modernos têm poucas partes móveis e fica tudo “travado” em uma única peça.
Esse tipo de projeto ajuda a impedir entrada de água, mas ainda deixa alguns espacinhos livres: as aberturas dos alto-falantes, do microfone, da gaveta para o cartão SIM da operadora e o conector do cabo de energia.
Os fabricantes de smartphones passaram a certificar os equipamentos pela classificação IP. Esse é um código criado pela IEC (Comissão Eletrotécnica Internacional, em inglês) que ajuda a identificar a proteção e a resistência dos aparelhos contra poeira, impacto e líquidos.
A informação da classificação é fornecida pelos fabricantes, mas não garante que os aparelhos estejam 100% protegidos – cada caso é um caso.
O primeiro dígito da classificação informa a proteção contra objetos sólidos. O segundo dígito, a proteção contra água: (Leia mais abaixo)
O que significam os números na proteção IP?
| 1º dígito (objetos sólidos) | 2º dígito (água) |
| 0 = sem proteção | 0 = sem proteção |
| 1 = Proteção contra objetos sólidos > 50 mm de diâmetro | 1= Proteção contra gotas de água |
| 2 = Proteção contra objetos sólidos > 12,5 mm de diâmetro | 2 = Proteção contra gotas de água quando estiver inclinado a até 15 graus |
| 3 = Proteção contra objetos sólidos > 2,5 mm de diâmetro | 3 = Proteção contra borrifos de água |
| 4 = Proteção contra objetos sólidos > 1 mm de diâmetro | 4 = Proteção contra respingos de água |
| 5 = Proteção contra poeira | 5 = Proteção contra jatos de água |
| 6 = À prova de poeira | 6 = Proteção contra jatos fortes de água |
| X = Não se aplica | 7 = Proteção contra imersão até 1 m por 30 minutos |
| 8 = Proteção contra imersão até 1,5 m por 30 minutos | |
| 9 = Protegido contra jatos de água em alta pressão e alta temperatura | |
| X = Não se aplica |
Aparelhos mais caros são resistentes à água, com a classificação IP67 (profundidade máxima de 1 metro por até 30 minutos) ou IP68 (profundidade máxima de 1,5 metro por até 30 minutos).
Ou seja, dá para dar um mergulho rápido para tirar uma foto embaixo da piscina sem ficar com medo de danificar o aparelho.
A proteção IP69 adiciona proteção contra jatos de água em alta pressão e temperatura.
Mas, se passar do tempo, esse mesmo “mergulho" pode estragar mesmo o aparelho e levar à perda da garantia. (Leia mais abaixo)
"O dispositivo pode ficar encharcado”, complementa a Samsung.
A exposição a condições fora desses parâmetros não está coberta pela garantia, comenta a Motorola.
Celulares mais básicos contam com a classificação IP53 ou IP54, que garante proteção contra poeira, borrifos ou respingos de água. Um exemplo com essa proteção é a linha Redmi, da Xiaomi– mas esses não podem ficar imersos para enxague.
No caso, não se deve mergulhar com o celular a menos que exista a necessidade de remover impurezas caso ele caia na água, como orientado mais acima.
Fonte: g1 (Leia mais abaixo)