Ele começou na arte com poesias e rimas, ainda muito jovem. Foi nesta época a primeira vez que alguma pessoa da sua idade disse que ele sabia fazer “alguma coisa legal”: o Rap. A partir daí, seu primeiro caminho se deu por meio da letra. Assim foi o início da trajetória do escritor, ator, cineasta, cantor e ativista brasileira, o MV Billl, que esteve neste sábado (7) na 12ª Bienal do Livro de Campos, realizada no Cepop, falando sobre “O que é ser multiartista”, com mediação de Neuzinha da Hora e Rossini Reis.
MV Bill, nascido Alex de Souza Barbosa, participou de mesa de debates na Arena Jovem, reunindo pessoas de todas as idades que, a todo momento interagiam com o artista. MV Bill começou falando um pouco do início de sua carreira e as dificuldades para chegar até aqui, como por exemplo, ser de periferia, pobre, negro, entre outros preconceitos impostos pela sociedade. (Leia mais abaixo)
- Mas quando eu fui ver os meus ídolos daquela época, percebi que eles faziam muito mais coisas do que cantar rap, trabalhando, também, como atores, escritores e apresentadores de televisão. Foi o meu estímulo para me preparar para ser um multiartista – acrescenta MV Bill.
Ele conta que na época que começou usava o MC, originário da cultura hip hop mas, no Rio de Janeiro, especialmente, ele foi aderido pelo pessoal do funk e, a partir desse momento, todo o Brasil associando MC ao funk. Por isso, para desassociar, ele criou o nome MV, que quer dizer, Mensageiro da Verdade. (Leia mais abaixo)
- Eu uso minha arte para entreter, mas também para formação e reconhecimento. Se eu não acreditasse nessa mudança, eu faria outro tipo de música, mas como acredito bastante, continuo. Aproveito para parabenizar pela Bienal e dizer que muito que estou vendo aqui em Campos dos Goytacazes é o que eu quero ver na maioria dos municípios. Acho que o Brasil inteiro tem que seguir esse mesmo exemplo”, finaliza.