Museu a céu aberto: Cem. do Caju reúne arte e cultura


sexta-feira, 1º de novembro de 2013   -    Foto: Antonio Leudo / Secom-PMCG

A história do Caju foi apresentada pelo historiador Hélvio Cordeiro no livro "A História Viva da Morada dos Mortos - Fatos e curiosidade sobre o Cemitério do Caju" (Leia mais abaixo)

museu cemitérioO Cemitério do Caju, o maior do interior do estado do Rio, reúne esculturas que são expressões de arte e riqueza econômica da sociedade e a simbologia maçônica da arte tumular. O Caju, administrado pela Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca), também integra um cemitério israelita e seu estilo arquitetônico predominante é moderno.
 
A história do Caju foi apresentada pelo historiador Hélvio Cordeiro, através do livro “A História Viva da Morada dos Mortos – Fatos e curiosidade sobre o Cemitério do Caju”. Segundo Cordeiro, nele o leitor pode ver que, muitas vezes, é nas adversidades que aparecem as soluções, e, na maioria das vezes, são resolvidos vários problemas que achamos grandes demais.
 
- Com o nosso Cemitério do Caju não foi diferente. Por causa de uma epidemia da Cólera-Morbus, em 1855, que ceifou milhares de vidas de campistas, sem distinção de cor, credo ou poder aquisitivo, viu-se a necessidade de construção de um cemitério maior, devido ao antigo Quimbira (hoje Faculdade de Medicina), não comportar mais nenhum sepultamento – contou Cordeiro.
 
Segundo ele, o Cemitério do Caju foi inaugurado às pressas, cercado por arame e tendo sua capela construída de madeira e coberta com poucas telhas e palha, no dia 25 de outubro de 1855, benzido pelo cônego Antônio Pereira Nunes.
 
Para Cordeiro, neste Dia de Finados - 2 de novembro - todos os campistas deveriam ir ao Cemitério do Caju, reverenciar os entes queridos e também aqueles que fizeram nossa história e que descansam em suas sepulturas.
 
- Os campistas devem visitar o Caju para apreciar as mais belas esculturas no maior museu a céu aberto que podemos encontrar. A beleza das artes ultrapassa o imaginário e demonstra o enorme talento, que, por ironia do destino, não consta nenhuma inscrição ou informação sobre o artista, que permanece anônimo, onde deveria estar a sua assinatura para tão belas esculturas, dignas de estarem expostas nos mais célebres museus do mundo todo – ressaltou o historiador.



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