A Subsecretaria Municipal de Políticas para Mulheres e o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) promoveram uma roda de conversa e um café especial para as assistidas e colaboradoras da Casa da Mulher Benta Pereira criada desde 2002, por meio do Projeto de Lei N° 7253.
“Recebemos mulheres de todo Estado do Rio de Janeiro, pois nossa unidade integra a Rede de Proteção Estadual da Mulher. Nossas portas de entrada são, principalmente, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), o Ceam, os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), central judiciária e do Ministério Público”, informa a subsecretária, Josiane Viana. (Leia mais abaixo)
O abrigo proporciona conforto e segurança no momento em que a violência doméstica ultrapassa os limites da integridade física e risco de morte.
"Temos capacidade de acolher 20 mulheres com filhos menores de 18 anos. Por conta da gravidade da maioria dos casos, o Acolhimento tem endereço sigiloso. No abrigo, mãe e filhos dormem no mesmo quarto e seguem rígidas regras de segurança: não vão ao cinema, não passeiam pela vizinhança. Só saem do abrigo acompanhados. Quando precisam falar ao telefone, a conversa é monitorada. Nenhuma informação que possa identificar o local do abrigo pode vazar. É um momento em que a mulher sai de circulação, rompe com laços, vínculos, para não correr o risco de ser vítima de violência”.
A criação de Casas Abrigo está prevista na Lei Maria da Penha para prestar Atendimento Multidisciplinar: psicológico, social, jurídico, encaminhamento para atividades profissionalizantes, programas de geração de renda, além de oferecerem acompanhamento pedagógico de crianças.
Em agosto deste ano, a Lei Maria da Penha completa 16 anos com a triste estatística de somente 2,4% dos municípios brasileiros contarem com casas-abrigo de gestão municipal para mulheres em situação de violência doméstica.
Em geral, o tempo de acolhimento é de até 90 dias, mas o prazo pode ser ampliado até 6 meses no máximo. “Temos a missão de reconstruir essa Mulher nas áreas emocional, psíquica e física, além de mostrar que elas podem vencer essa fase ruim, e que tem vida após a violência”, finaliza Josiane. (Leia mais abaixo)