Mulher tem faca cravada no pescoço e ferimento próximo ao coração

Ao todo, Christiane levou quatro facadas, uma delas com uma distância de quatro dedos do coração


  • 30/12/2022, 14h48, Foto: Reprodução.

Nesta semana, o Rio de Janeiro teve mais um caso brutal de violência contra mulheres. A técnica de enfermagem Christiane dos Santos Silva Genovez, de 43 anos, foi atacada a facadas pelo ex-marido e teve a ferramenta cortante fincada entre a nuca e o pescoço. O crime foi praticado na noite da última quarta-feira, em frente a casa da vítima, no bairro Corumbá, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ao todo, Christiane levou quatro facadas, uma delas com uma distância de quatro dedos do coração.

— Ele me surpreendeu, me atacou pelas costas. Eu levei uma facada no peito, muito próxima ao coração, uma no meio das costas, ele cortou o lóbulo da minha orelha esquerda e o corte chegou até a bochecha. Por fim, fincou a faca na minha nuca e o cabo quebrou, a lâmina ficou alojada entre a nuca e a minha jugular. Pensei que não fosse sobreviver, sou técnica de enfermagem, sei como as coisas funcionam — relatou a vítima. (Leia mais abaixo)

Christiane estava sentada no capô do carro de seu filho mais velho, estacionado em frente a sua residência, quando foi atacada. No momento, o homem e sua esposa tinham saído do local para buscar um copo de água na casa da vítima. Foi quando o ex-companheiro da técnica de enfermagem e pai de seus três filhos a esfaqueou:

— Ele estava escondido. Quando viu meu filho e minha cunhada saindo, me atacou covardemente. Foi tudo muito rápido, questão de pouquíssimos minutos. Depois, ele fugiu.

A vítima foi socorrida por um vizinho, já que seu filho ficou muito abalado ao ver a situação que a mãe se encontrava. No Hospital da Posse, a técnica de enfermagem foi atendida às pressas e passou por duas cirurgias, para a retirada da faca e para sutura da orelha e dos demais cortes.

— A dor é grande. Meu maxilar dói muito e meu ouvido sangra bastante. Olhar meu rosto mutilado no meu espelho é desesperador. Mas a maior dor é saber que ele está solto mesmo tendo feito tudo isso. A todo momento, penso que ele pode voltar para terminar o que começou, não consigo nem voltar mais para casa, não saio na rua. Só quero a minha vida de volta.

Medidas protetivas Christiane passou 22 anos casada, mas há dois anos se separou. Sem aceitar o término, em fevereiro de 2021, o homem passou a agredi-la. Foi quando a técnica de enfermagem procurou, pela primeira vez, a delegacia e pediu uma medida protetiva. (Leia mais abaixo)

— Ele me agrediu, dei parte dele e ele ficou preso por 13 dias, mas foi solto. Desde então, não tive mais contato. Até que, em junho deste ano, ele invadiu a minha casa com um cutelo e me bateu. Toda vez que ele descobre que me relacionei com alguém, ele volta a me procurar. Dessa vez, eu dei parte como uma tentativa de feminicídio, mas não deu em nada e ele voltou agora — conta.

A técnica de enfermagem tem duas medidas protetivas contra seu agressor concedidas, uma de fevereiro de 2021 e outra, junho deste ano.

Um inquérito foi aberto pela 58º DP (Posse) para investigar o crime. Segundo a Polícia Civil, agentes ouviram testemunhas e realizam diligências para localizar o autor.

Em uma semana, outros 4 casos Em uma semana, ao menos 4 casos de crimes contra mulheres tiveram repercussão no estado do Rio. Em um deles, uma mulher foi estuprada e golpeada a tesourada na frente da filha de 3 anos. O crime aconteceu na madrugada de natal. A vítima, moradora de São Gonçalo, está traumatizada e não consegue voltar para a casa. O autor do crime, Carlos Flávio da Silva dos Santos, de 27 anos, teve um mandado de prisão decretado, mas segue foragido.

Em outros, as mulheres foram mortas. Na quinta-feira da semana passada, o corpo de Viviane Faria Pereira, de 19 anos, foi encontrado dentro de um saco plástico, na Estrada do Guandu, em Campo Grande, na Zona Oeste da capital fluminense. A jovem tinha as mãos e os pés amarrados. Anderson Luís da Silva Pereira, de 42 anos, foi preso temporariamente pelo crime de feminicídio. (Leia mais abaixo)

Na segunda-feira, a professora Beatriz Zuza Nogueira dos Santos foi encontrada morta no município de São João da Barra, no interior do Rio, segundo informações do g1. Ela foi espancada e morta pelo companheiro, identificado como Jefté Araguão da Silva. A vítima tinha um filho de 1 ano e 11 meses e estava grávida. O homem foi preso em flagrante.

Já nesta quinta-feira, duas jovens foram encontradas mortas a facadas na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio. Analice Mendes, de 20 anos, e Estephany Paiva, 19, eram amigas de infância. Nesta sexta-feira, Armando Ramos, de 23 anos, esposo de Analice, foi preso suspeito de cometer o crime.

Fonte: Extra



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