As comunidades muçulmanas espalhadas pelo Brasil têm se posicionado de maneira neutra sobre os conflitos no Oriente Médio, sem defender ou atacar judeus ou árabes. Os fiéis pedem e rezam pelo fim dos conflitos e das milhares de mortes ocasionadas por ele.
Os muçulmanos revelam que árabes de judeus conviveram, a maior parte de sua história, como povos que habitavam as mesmas cidades, viviam em paz. Eles contam que, analisando a bíblia, é possível compreender que os patriarcas que dão origem a ambos os povos são irmãos: tendo os árabes a figura do patriarca Ismael, e os judeus, os hebreus, têm na figura de seu patriarca Issac. (Leia mais abaixo)
À medida que cresce o número de mortos vítimas da guerra travada desde o último sábado (7), os muçulmanos defendem a importância de condenar todo tipo de ataque, sejam eles realizados contra o povo de Israel, seja contra a população que habita na Faixa de Gaza.
Eles acreditam que Inocentes não podem ser relativizados, seja um inocente judeu, de origem israelense, ou um inocente árabe, de origem palestina. Nenhum tipo de violência pode ser relativizada, e as lágrimas de uma mãe judia não são menos sofridas do que uma lágrima de uma mãe palestina e vice-versa. Então, eles reconhecem que antes de se tratar de uma crise entre países e povos, trata-se de uma causa humanitária.