Médico e estudante de medicina doparam e estupraram jovem

O Ministério Público (MPRJ) denunciou os acusados e a polícia os indiciou


  • 25/10/2018 15h25 Foto: Divulgação .
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Petrópolis, denunciou o médico Lucas Pena de Oliveira e o estudante Guilherme Amorim Tobias por estupro de uma jovem. De acordo com a denúncia, o crime aconteceu no dia 31 de agosto. A polícia teve acesso a mensagens enviadas por aplicativo de celular onde a dupla diz "bora deixar essa mulherada louca!". Guilherme não praticou atos sexuais contra a vítima, mas concorreu para o crime ao fornecer para Lucas as substâncias entorpecentes que nublaram os sentidos dela, bem como por conduzi-la até o local do crime. Conversas entre os dois denunciados nas vésperas do crime demonstram a intenção deles de doparem mulheres durante a “Festa dos 100 dias”, comemoração que antecede a formatura do curso de medicina de uma faculdade de Petrópolis.  Além disso, depoimentos de testemunhas colhidos durante as investigações confirmaram que os denunciados forneceram substâncias à vítima. Segundo a denúncia, no dia do evento, com o avançar da hora, os denunciados sugeriram que a vítima e outras pessoas continuassem a comemoração na casa de Lucas. Durante o trajeto, pararam em um posto de combustível para comprar bebidas, e, durante esta parada, Lucas fez com que a vítima provasse alguma substância, que afirmou ser ecstasy, mas que, no entanto, obscureceu os sentidos da vítima. Após a parada no posto, o grupo de seis pessoas seguiu para apartamento de Lucas.  Após certo período de tempo, Guilherme, dirigindo o carro de Lucas, se ofereceu para levar alguns dos presentes até as respectivas residências, deixando a vítima sozinha com Lucas. A partir deste momento, quando a vítima já não tinha mais domínio sobre o próprio corpo e estava absolutamente impossibilitada de oferecer resistência, Lucas obrigou-a  a suportar diversos atos sexuais e libidinosos. Laudo médico identificou vestígios dos atos. O crime de estupro de vulnerável (artigo 217 do Código Penal) prevê pena de oito a quinze anos de prisão.  O MPRJ requisitou, ainda, a decretação da prisão preventiva dos denunciados. Fonte: Ascom com redação do Campos 24 Horas



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