MPF recomenda elevar efetivo de agentes da PRF nas rodovias do Estado


  • 19/12/2017, 22h12, Foto: Divulgação.

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro (RJ), na seara do Controle Externo da Atividade Policial, expediu recomendação à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para que adote providências necessárias com vistas a lotação definitiva de policiais rodoviários federais em número, no mínimo, igual aos que atualmente encontram-se em regime de diárias, em lotação provisória, atuando no estado desde julho do corrente ano. Este número representa uma média de 400 policiais rodoviários federais.

A medida busca reforçar o enfrentamento sistemático do crime organizado, já que “o estado do Rio de Janeiro é porta de entrada, nacional e internacional, de cargas em portos e aeroportos. O patrulhamento e proteção da malha rodoviária local influencia na segurança e soberania nacionais”, detalha a recomendação. O MPF recomenda ainda que a PRF elabore e apresente plano nacional de alocação de recursos humanos policiais que considere a rota, especialmente, do tráfico de entorpecentes, armas e munições, em todo território brasileiro. São dados 30 dias para a resposta. A malha rodoviária federal é importante corredor na rota do tráfico de drogas ilícitas, armas e munições. O déficit no número de policiais rodoviários federais somado a grave crise de segurança pública instalada no Rio de Janeiro, com intensificação no número de roubos de veículos, de cargas, tráfico ilícito de entorpecentes, de armamentos e de munições nos trechos das rodovias federais que cruzam o estado, especialmente nos trechos próximos a capital, embasaram o deslocamento desse contingente para atuação no estado. “Diante disso, se faz necessário um maior efetivo de policiais permanentes atuando nas estradas fluminenses, já que o número de agentes rodoviários federais permanece quase o mesmo por mais de 20 anos e que a frota nacional de veículos aumentou em mais de 100% no mesmo período”, alerta o procurador da República Eduardo Santos Oliveira, autor da recomendação.
Fonte: Ascom MPF (Leia mais abaixo)



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