Caso da incineração de corpos em Cambaíba

Acareação na sede do MPF seria para apurar a verdade nas declarações de ex-delegado da PF


quinta-feira, 09 de outubro de 2014   -    Foto: Campos 24 Horas

Cambaíba 1908 corpoO Ministério Público Federal (MPF) em Campos colocou cara a cara a cara na tarde desta quinta-feira(09) duas pessoas envolvidas na  suposta incineração de corpos na Usina Cambaíba durante o período da ditadura militar. A acareação seria entre o ex-delegado da Polícia Federal(PF), Cláudio Guerra, e o ex-funcionário da usina, Erval Gomes da Silva. Porém, não aconteceu, uma vez que Erval se reservou ao direito de se manter calado. A acareação tinha o objetivo de apurar a verdade nas declarações do ex-delegado do Departamento de Ordem e Política Social (Dops) e o ex-funcionário da extinta usina. O MPF informou que as investigaçõesterão sequência, já que há fortes indícios de violação de direitos humanos e incineração de corpos. Mais de 100 pessoas já foram ouvidas. Relembre Foi feita  uma reconstituição de possíveis crimes que teriam acontecido na Usina Cambaíba, em Campos, nas décadas de 70 e 80. Participam da reconstituição o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Eduardo Oliveira, e o ex-delegado da Departamento de Ordem Política e Social (Dops), Claudio Guerra. Antes da reconstituição,  o procurador Eduardo Oliveira tomou depoimento e fez uma acareação entre o ex-funcionário da Usina, Herval Gomes da Silva, conhecido como Vavá, e o ex-delegado. O caso veio à tona após Claudio Guerra escrever o livro "Memórias de uma Guerra Suja", no qual conta várias histórias da época da Ditadura Militar no Brasil e, entre elas, incinerações de corpos na usina de Campos. Nos depoimentos desta manhã, o ex-delegado reafirmou que incinerações ocorriam na usina e "Vavá" tinha conhecimento. Mais duas pessoas serão ouvidas ainda esta semana pelo procurador Eduardo Oliveira, que poderá instaurar uma Ação Civil Pública.  

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