PRFs denunciados por abuso de autoridade e lesão


terça-feira, 29 de janeiro de 2013 (Foto: arquivo)

Procurador da República pede que os policias sejam condenados pelos crimes e percam seus cargos  (Leia mais abaixo)

Eduardo Oliveira procuradorO Ministério Público Federal (MPF) em Campos dos Goytacazes (RJ), através do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial, ofereceu denúncia contra dois policiais rodoviários federais acusados de abuso de autoridade e lesão corporal. Segunda a denúncia, os policiais Dalton Eliézer de Andrade e Frederico dos Santos Otoni agiram com truculência, através de agressões físicas e verbais, contra um motorista que havia sofrido um acidente na rodovia BR-101.

O procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, autor da denúncia, pede que os policias sejam condenados pelos crimes e percam seus cargos públicos. Ambos já haviam cometido delitos anteriormente no exercício de suas funções. Dalton admitiu ter respondido a processo criminal por prevaricação e violência arbitrária, enquanto Frederico está respondendo a processo na 2ª Vara Federal de Campos.

Em julho de 2011, o motorista Paulo Ribeiro se envolveu em um acidente na rodovia BR-101, tendo deslocado seu carro para o acostamento e aguardado a remoção pelo serviço de reboque da concessionária. Com a chegada do reboque, o veículo avariado foi embarcado e quando preparava-se para sair do local, os policiais rodoviários chegaram, agindo de modo truculento com o motorista, que foi jogado ao chão e algemado. Um exame de corpo delito comprovou as lesões sofridas por Paulo.

Em seguida, Paulo foi colocado na viatura da Polícia Rodoviária e conduzido à delegacia, onde continuou mantido algemado, sem ser informado do motivo de sua prisão e sendo vedado o uso do sanitário. Após ser ouvido pelo delegado e assinado um Termo de Compromisso de Comparecimento, Paulo foi liberado, assim como seu carro, que não possuía nenhuma irregularidade ou pendência. Em sua defesa, os policiais alegaram terem prendido Paulo ao constatarem que ele estaria embriagado, informação negada pelo laudo do exame médico realizado posteriormente.



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