quinta-feira, 1º de agosto de 2013 - Foto: Arquivo
A promessa é fruto do acordo feito entre Marfan e os manifestantes que marcharam ontem da Cinelândia até o Ministério Público (Leia mais abaixo)
O procurador-geral do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), Marfan Martins Vieira, prometeu que, a partir desta quinta-feira (01/08), o site da entidade vai divulgar com mais frequência o andamento das investigações sobre a utilização de helicópteros por parte do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A promessa é fruto do acordo feito entre Marfan e os manifestantes que marcharam ontem da Cinelândia até o Ministério Público, onde o procurador-geral foi ao encontro do grupo e recebeu um papel com dez itens reivindicados pelos cerca de 700 jovens que voltaram às ruas na noite de ontem (31/07).
"Vamos mudar radicalmente nossa comunicação no site. De tudo o que eles me entregaram, praticamente todas já têm investigação abertas. Eles pedem pressa, mas isso depende muito mais da Justiça do que do MP, e que infelizmente no nosso País não é tão ágil assim", disse Marfan.
Sobre a Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo, que os manifestantes pedem que seja revogado, Marfan disse que o decreto publicado pelo governador foi mal interpretado. "Pela lei, o sigilo só pode ser quebrado judicialmente. O artigo estabelecia apenas um prazo para as operadoras prestarem as informações. Mas isso não ficou claro e modificou-se o decreto", afirmou.
Segundo o procurador-geral, o decreto só vale para dois fatos: o vandalismo e a repressão policial. "E isso não está no bojo dessas manifestações. O decreto vale para grupos que cometem algum tipo de vandalismo e precisam ser reprimidos, como para coibir qualquer abuso policial nesse tipo de manifestações legítimas." Marfan afirmou que ele mesmo foi às ruas se manifestar contra a PEC 37, que diminuía o poder de investigação do MP e não foi aprovada pelo Congresso Nacional.
Marfan Vieira fez questão de ressaltar que o MP não tem compromisso de defender o governo, e sim defender a população e a ordem democrática, por isso, ele disse que preferiu ir até os manifestantes para falar com eles na noite de quarta-feira (31/07). "Não podemos ficar encastelados. Se eles querem falar com o Ministério Público mas não têm uma liderança, o procurador-geral desce e fala com a massa. Não tem problema. O diálogo fica mais difícil, não progride muito, mas temos que estar próximos da sociedade." (Leia mais abaixo)