A Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ) processou o deputado estadual eleito Anderson Alexandre (SDD), sua sucessora na prefeitura de Silva Jardim, Maria Dalva do Nascimento (Cilene), a secretária municipal de Saúde, Tereza Cristina Fernandes, e uma dentista do Município, Martha Granthon, por conduta vedada a agente público. Eles são acusados de usarem a estrutura da gestão municipal, inclusive a unidade móvel odontológica (“Odonto Móvel”), a serviço da campanha de Alexandre neste ano.
A PRE pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ), em liminar, que Anderson Alexandre tenha o diploma cassado, a posse na Alerj suspensa e seja declarado inelegível oito anos a partir do ilícito, portanto, até 2026. Na ação, a PRE cita que fiscais do TRE apreenderam em julho em Jacarepaguá, na zona oeste carioca, a unidade móvel de Silva Jardim, identificada como viatura da Prefeitura e com fichas de atendimento com o brasão municipal. A dentista responsável pelo Odonto Móvel fazia atendimento naquela quarta-feira na garagem da Viação Redentor, a 132 km de Silva Jardim. (Leia mais abaixo)
“Não é crível a inexistência de outros veículos tipo 'Odonto Móvel' em municípios mais próximos ao local da realização do evento em Jacarepaguá, o que evidencia a utilização do referido automóvel em benefício único da candidatura de Anderson Alexandre”, afirmou o procurador regional eleitoral Sidney Madruga na ação. “A despeito de seu afastamento do cargo de prefeito para concorrer a deputado estadual, é patente sua atuação como agente público. Não se pode admitir que o 'Odonto Móvel' tenha sido deslocado de Silva Jardim até Jacarepaguá sem autorização da Secretária Municipal de Saúde e da Prefeita do Município.”
Fonte: Assessoria de Comunicação Ministério Público Federal na 2ª Região (RJ/ES) | Procuradoria Regional Eleitoral/RJ