Veja vídeos da coletiva ao final das informações - A menina de dois anos foi espancada e estuprada, segundo apontou laudo feito por médicos legistas que examinaram o corpo da criança. A afirmação é da delegada da 146ª DP/Guarus, Madeleine Farias, que está à frente das investigações e realizou a prisão preventiva da mãe e do padrasto, apontados como suspeitos de praticarem o crime, que resultou na morte da criança na noite desta quarta-feira (31/08), em Campos.
Logo nos primeiros exames feitos no corpo da menina de dois anos, médicos legistas identificaram hematomas e lacerações que indicavam violência sexual. A mãe Helen da Silva Pereira e o padrasto Lucas Lopes dos Santos foram localizados nesta tarde numa casa na praia de Santa Clara, em São Francisco do Itabapoana. Eles chegaram a prestar depoimento na noite de ontem, mas somente nesta quinta a polícia conseguiu indícios de que a menina foi vítima de violência. "A menina foi socorrida para a UPA de Guarus e chegou ao local nos braços da mãe. A equipe médica começou a massagear a criança e perceberam que haviam lesões incompatíveis. Fomos ao local e percebemos que não havia lesões compatíveis com convulsão e queda. Ontem não tínhamos provas. Várias pessoas foram ouvidas e a equipe médica. Ontem mesmo fomos ao local que aconteceu o crime. Através do laudo pericial foi confirmado que ela foi abusada sexualmente e que ela foi espancada. A morte foi em decorrência ação Contundente que provocou laceração do fígado e baço, não sabemos se por chutes ou por outros instrumentos contundentes", disse a delegada. (Leia mais abaixo)
"Nesta manhã fomos ao endereço e não encontramos o casal. De fato sabemos que ela não estava na residência no possível momento que aconteceu o estrupo. A omissão da mãe foi relevante para que esse crime acontecesse. O juiz expediu a prisão temporária de 30 dias. Os médicos foram muito eficientes, rápidos e com depoimentos precisos. Percebemos a frieza e indiferença da mãe em relação da morte da menina. A mãe mantinha um relacionamento de quatro meses com o acusado", concluiu a delegada Madeleine.