sexta-feira, 03 de dezembro de 2014 - Foto: Filipe Lemos / Campos 24 Horas
Três dos quatro acusados que estão presos continuam negando que mataram o advogado Paulo Preto (Leia mais abaixo)
Após a prisão de quatro acusados, a polícia considera elucidado o crime do qual foi vítima o advogado Paulo César Pereira Fernandes, conhecido como Paulo Preto. Todavia, os acusados não confessaram o crime. Com isso, a polícia continua fazendo diligências no sentido de encontrar as principais provas, a arma e a moto usadas no crime, o que pode derrubar a tese de negativa de autoria do advogado de defesa dos acusados.
O advogado Paulo César Pereira Fernandes foi assassinado no dia 19 de dezembro do ano passado, durante um suposto assalto na Avenida 28 de Março, na área central de Campos. Dois homens em uma moto roubaram um cordão de ouro do advogado que estava ao volante de seu carro. Ocorre que, o advogado teria arrancado com o carro antes que sua pulseira de ouro também fosse roubada, o que provocou reação dos bandidos. Eles atiraram duas vezes, sendo que um dos tiros atingiu as costas do advogado.
Para o delegado titular na 134ª DP/Centro, Geraldo Rangel(foto), o fato dos acusados não terem confessado o crime é normal. “O fato deles negarem é normal. A maioria nega. Estamos trabalhando agora no sentido de localizar a arma e a moto usadas no crime”, disse o delegado.
Relembre o caso

O delegado titular da 134ª DP/Centro, Geraldo Rangel, apresentou durante entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira(27) mais três suspeitos da morte do advogado Paulo César Pereira Fernandes, o Paulo Preto. São eles: Wanderson Vieira Silva, conhecido como “Papudo”, de 24 anos, Joseph Starlen Cabral, o “Shrek”, de 19 anos, e um menor de 17 anos. Todos moram no bairro do Jóquei e negam ter praticado o crime.
(Leia mais abaixo)
O advogado foi assassinado com um tiro nas costas durante um assalto no último dia 19, na Avenida 28 de Março, na área central da cidade. Os três suspeitos se apresentaram em companhia de um advogado no início da tarde desta sexta-feira(27). Como estão com prisão preventiva decretada, os dois maiores foram levados para a Cadeia Pública e o menor para uma instituição.
O delegado Geraldo Rangel disse que a prioridade agora é encontrar a moto a arma utilizadas no crime. "Como eles viram que o cerco estava apertando e que iríamos prendê-los, acabaram se entregando. O fato deles negarem é normal. A maioria nega. Estamos trabalhando agora no sentido de localizar a arma e a moto usadas no crime. Se condenados, poderão pegar de 20 a 30 anos de prisão, pois serão indiciados por latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte", disse.
Um suspeito foi detido no início da semana
Na véspera do Natal, um suspeito de participar do caso foi apresentado à imprensa: Deilton Modesto da Silva, de 20 anos(foto), residente no Parque Aeroporto, em Guarus. Ele teria comprado o cordão de ouro que foi roubado do advogado.
Segundo ainda o delegado Geraldo Rangel, os demais suspeitos Wanderson Vieira Silva, conhecido como “Papudo”, de 24 anos, e Joseph Starlen Cabral, o “Shrek”, de 19 anos, e um menor de 17 anos, tiveram a seguinte participação no crime: o primeiro seria o condutor da moto e o segundo foi quem teria dado o tiro que matou o advogado. E o menor emprestou a moto.
Relembre o crime (Leia mais abaixo)
O advogado Paulo César Pereira Fernandes, conhecido como Paulo Preto, 57 anos, foi morto a tiros no início da noite desta quinta-feira(19), por volta das 18h, na Avenida 28 de Março, próximo a Praça Alzira Vagas, na área central da cidade. Ele estava ao volante de um carro Samurai Suzuki. A polícia supõe que dois homens tenham tentado praticar um assalto e o advogado reagiu.
Testemunhas teriam dito que dois homens negros em uma moto Titan prata, ambos sem capacete, teriam roubado um cordão de ouro do advogado no momento em que ele diminuiu a velocidade do carro próximo a um semáforo. Ainda teriam dito que a reação do advogado ocorreu no momento em que os bandidos tentaram roubar uma pulseira.
Um detalhe chamou a atenção da polícia: a camisa do advogado está rasgada, como se ele tivesse oferecido reação à uma ação de assaltantes.
Familiares do advogado, que morava na Rua do Príncipe, chegaram ao local por volta das 19 horas. (Leia mais abaixo)
Policiais fazem levantamentos em comércios nas proximidades do local do crime, a fim de verificar se câmeras de segurança registraram o homicídio.
Segundo ainda a polícia, o advogado levou dois tiros. Um foi dado por trás, que atravessou o vidro e o banco do carro atingindo o advogado pelas costas, e outro, lateralmente. A perícia ainda não divulgou quais foram os órgãos atingidos.
Paulo César atuava na áreas civil e criminal. Ele já foi diretor do Detran e teve um bar na praia de Grussaí, onde morou por vários anos.