Morte de menor: moradores protestam


segunda-feira, 16 de junho de 2014    -    Foto: Filipe Lemos / Campos 24 Horas

Familiares suspeitam que morte tenha sido por dengue hemorrágica altAjSGwwSQA_74dsiJlwFZDHbg3Xctf_s_7p1BhwUylEWr

altAihuuBi777VVYMA4hwEdK67u7ew0tE7xO6zF45TM7-Wn Valdenilda mostra medicamentos receitados pelo médico do P.U. de Guarus.

Nesta manhã (16), familiares e vizinhos de um adolescente que morreu por suspeita de meningite protestaram na Rua Murilo Peixoto, no bairro Codin, em Guarus, Campos, com cartazes e queimando galhos e pneus.

Apesar do laudo ter apontado meningite como a causa da morte,  familiares do adolescente Welerson Miler da Conceição, de 17 anos, suspeitam que ele teve dengue hemorrágica. Segundo a mãe de Welerson, Valdenilda Brito da Conceição, 42 anos, o laudo oficial ainda não foi apresentado.

Valdenilda informou ao Campos 24 Horas que a família foi à  uma festa no sábado, dia 7 passado. No local da festa havia uma piscina que estaria com a água verde. No domingo (8), alguns colegas do adolescente passaram mal, mas Welerson estava bem. Já na segunda-feira (9), por volta das 22h, o adolescente começou a passar mal, dizendo que estaria com muito frio. Ele foi levado para o PU de Guarus. 

Após examinar o adolescente, o médico teria dito que se tratava de uma infecção de garganta, e receitou medicamentos. O médico teria ainda recomendado que o adolescente retornasse ao PU, caso os sintoma persistissem.

Ocorre que, na terça-feira (10), o adolescente foi levado para o Hospital Ferreira Machado (HFM), com o nariz sangrando.  Segundo Valdenilda, um médico teria relatado a ela que seu filho provavelmente estaria com dengue hemorrágica.

"Em momento nenhum, o médico disse que ele estaria com meningite", disse a mãe

A família clama por justiça e diz que Welerson morreu por negligência médica.

Nota da Secretaria de Saúde

No momento em que a Secretaria de Saúde recebeu o comunicado do caso como meningococcemia, a Direção de Vigilância em Saúde chamou a família e realizou o bloqueio epidemiológico em 19 pessoas, por medicamentos. De acordo com protocolo do Ministério da Saúde, o bloqueio deve ser feito nos moradores da casa que dormem com o paciente e nos profissionais de saúde. Neste momento, não existe indicação para extensão do bloqueio, mas a Secretaria continua monitorando o caso e lembra que  não existe surto de meningite na cidade, por isso, pede a população que esteja atenta e procure uma unidade de saúde em caso de dúvidas.  Todas os vizinhos e amigos do paciente que não estão relacionados ao caso, mas procuraram a Secretaria, também foram orientados na semana passada quanto a este protocolo de atendimento. O laudo oficial estará disponível na próxima semana, para os familiares, conforme prazo estipulado pela Secretaria.

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