segunda-feira, 20 de outubro de 2014 - Foto: Divulgação

Mais um suspeito de integrar uma quadrilha que fazia abortos nos estados do Rio, São Paulo e Espírito Santo foi preso nesta segunda-feira (20), em Miracema, no noroeste fluminense.
Outros membros da quadrilha foram presos na semana passada. Entre os detidos na operação Herodes estão seis médicos, seis policiais civis, três policiais militares, um bombeiro, dois advogados e um sargento do Exército. Eles cobravam até R$ 7,5 mil por aborto.
Prisão em Miracema
Edgar Caveari da Rocha, 54 anos, recebeu voz de prisão em sua casa, no Distrito de Arêas. Ele teve prisão decretada pelo juiz da 4ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.
A foto de Edgar foi divulgada ontem, no programa Fantástico, da TV Globo. A partir daí, houve denuncias anônimas apontando seu endereço.
Na casa de Edgar, foram apreendidos um revólver calibre 32 desmuniciado e $ 621 (seiscentos e vinte e um dólares).
Médico era chefe da quadrilha
O médico Aloísio Soares Guimarães é considerado pela polícia como um dos chefes da quadrilha. Ele, que é morador do Leblon, faria abortos desde 1972 em uma clínica clandestina em Copacabana. Também foram presos três médicos, quatro policiais civis, dois policiais militares –- entre eles um major – e um bombeiro. Há também apreensão de material, como medicamentos e documentos.
De acordo com o delegado da corregedoria, Felipe Bittencourt do Vale, a demanda era muito maior do que a oferta. "Em determinadas clínicas, o médico chegava a se recusar a atender mais de 10 gestantes por dia", afirmou.