A saída antecipada da ministra Cármen Lúcia da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve alterar o comando da Corte ainda neste semestre. A decisão abre espaço para que ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro assumam a direção do tribunal durante a eleição geral de 2026.
A Corte marcou para a próxima terça-feira, 14, a eleição interna que formalizará a nova presidência. O ministro Nunes Marques deve assumir o cargo já em maio e conduzir todo o processo eleitoral. (Leia mais abaixo)
Cármen Lúcia decidiu deixar a função antes do prazo inicialmente previsto, que terminaria em junho. Ela justificou a antecipação como medida para garantir “tranquilidade administrativa” na preparação das eleições.
“Considerando que, em 3 de junho, sobrariam pouco mais de cem dias, e tendo em vista o enorme trabalho que tenho a realizar no STF, decidi, em vez de deixar para o último dia, iniciar agora a eleição dos novos dirigentes”, argumentou a magistrada.
A eleição interna segue um rito tradicional e não deve apresentar disputa. A expectativa é que Nunes Marques assuma a presidência e o ministro André Mendonça, também indicado por Bolsonaro, ocupe a vice-presidência do TSE.
Composição do TSE define funcionamento da Corte eleitoral - Em outubro, mais de 150 milhões de brasileiros irão às urnas eletrônicas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. O primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro.
No comando do tribunal, Nunes Marques terá a responsabilidade de coordenar todas as etapas da eleição. O ministro vai supervisionar o registro de candidaturas, acompanhar a logística das urnas eletrônicas em todo o país e presidir julgamentos ligados ao processo eleitoral. (Leia mais abaixo)
O TSE reúne sete ministros com mandatos temporários. Três deles vêm do Supremo Tribunal Federal, dois do Superior Tribunal de Justiça e dois são juristas. Entre os integrantes do Supremo, um assume a presidência da Corte eleitoral.
Fonte: Revista Oeste