Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) irão se reunir virtualmente ainda nesta terça-feira (7) para discutir o melhor posicionamento da Corte após os ataques pelo presidente Jair Bolsonaro no Dia da Independência. .
De acordo com o jornalista especializado na cobertura do Poder Judiciário, Rodrigo Haidar (BandNews FM ), a posição do STF pode ser dura e vai vir com a resposta de que se há ou não uma quadrilha digital financiada, que ataca a democracia brasileira - o inquérito das fake news. Um posicionamento pode sair entre esta terça-feira (7) e quarta-feira (8). .. (Leia mais abaixo)
MANIFESTAÇÃO - Manifestantes pró-governo do presidente Jair Bolsonaro se concentram na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, nesta terça-feira (7), feriado da Independência no Brasil, pelo impeachment de todos os ministros do Supremo Tribunal Federal, a subserviência do Congresso Nacional e “contra o comunismo”.
O ato reúniu dezenas de grupos bolsonaristas e ocupou algumas das quinze quadras bloqueadas na paulista, com maior concentração próxima do Museu de Arte de São Paulo.
Bolsonaro ameaçou claramente o STF, especial o presidente Luiz Fux e o ministro Alexandre de Moraes. “Ou o chefe desse Poder [Luiz Fux] enquadra o seu [ministro] ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”, discursou o presidente para um mar de apoiadores na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em referência ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O mandatário discursava ao lado de alguns ministros, como Braga Netto, da Defesa, Onyx Lorenzoni, do Trabalho, e Damares Alves, dos Direitos Humanos. O tom usado pelo mandatário levou o PSDB a anunciar que discutirá nesta quarta-feira (08) sua posição sobre o impeachment de Bolsonaro.
Horas depois, Bolsonaro repetiu o discurso para a plateia da avenida Paulista, acrescentando apenas o nome do ministro do STF Alexandre de Moraes, que ele não tinha mencionado na capital federal, e críticas sobre o sistema eleitoral brasileiro. (Leia mais abaixo)
O presidente disse que não vai obedecer as ordens legais dadas pelo ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro também decidiu à noite convocar o Conselho de Governo em vez do Conselho da República. A informação é de um assessor do primeiro escalão do governo. Segundo ele, logo depois da reunião de emergência no Palácio do Planalto, o presidente irá "convidar os presidentes do Legislativo e Judiciário para conversar".
O Conselho da República é um órgão consultivo previsto em lei para ser usado pelo presidente em momentos de crise. Serve para discutir planos sobre intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio, além de decidir sobre "questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas". É formado por 14 integrantes, entre eles o presidente da Câmara, do Senado e lideranças das duas Casas.
Já o Conselho de Governo, como o nome diz, é composto apenas por membros da administração federal — ministros de Estado e o Advogado-Geral da União — e tem a finalidade de "assessorar o presidente da República na formulação de diretrizes de ação governamental". Só o presidente pode convocá-lo.