Ministros do STF vão se reunir ainda nesta terça para discutir ataques de Bolsonaro

Reunião em regime de urgência terá resposta que pode ser dura com uma posição decisiva sobre se há ou não uma quadrilha digital financiada para atacar a democracia brasileira


  • 07/09/2021, 19h24, Foto: Divulgação.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) irão se reunir virtualmente ainda nesta terça-feira (7) para discutir o melhor posicionamento da Corte após os ataques pelo presidente Jair Bolsonaro no Dia da Independência. .

De acordo com o jornalista especializado na cobertura do Poder Judiciário, Rodrigo Haidar (BandNews FM ), a posição do STF pode ser dura e vai vir com a resposta de que se há ou não uma quadrilha digital financiada, que ataca a democracia brasileira - o inquérito das fake news. Um posicionamento pode sair entre esta terça-feira (7) e quarta-feira (8). .. (Leia mais abaixo)

MANIFESTAÇÃO - Manifestantes pró-governo do presidente Jair Bolsonaro se concentram na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, nesta terça-feira (7), feriado da Independência no Brasil, pelo impeachment de todos os ministros do Supremo Tribunal Federal, a subserviência do Congresso Nacional e “contra o comunismo”. 

O ato reúniu dezenas de grupos bolsonaristas e ocupou algumas das quinze quadras bloqueadas na paulista, com maior concentração próxima do Museu de Arte de São Paulo. 

Bolsonaro ameaçou claramente o STF, especial o presidente Luiz Fux e o ministro Alexandre de Moraes. “Ou o chefe desse Poder [Luiz Fux] enquadra o seu [ministro] ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”, discursou o presidente para um mar de apoiadores na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em referência ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O mandatário  discursava ao lado de alguns ministros, como Braga Netto, da Defesa, Onyx Lorenzoni, do Trabalho, e Damares Alves, dos Direitos Humanos. O tom usado pelo mandatário levou o PSDB a anunciar que discutirá nesta quarta-feira (08) sua posição sobre o impeachment de Bolsonaro.

Horas depois, Bolsonaro repetiu o discurso para a plateia da avenida Paulista, acrescentando apenas o nome do ministro do STF Alexandre de Moraes, que ele não tinha mencionado na capital federal, e críticas sobre o sistema eleitoral brasileiro. (Leia mais abaixo)

O presidente disse que não vai obedecer as ordens legais dadas pelo ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro também decidiu à noite convocar o Conselho de Governo em vez do Conselho da República. A informação é de um assessor do primeiro escalão do governo. Segundo ele, logo depois da reunião de emergência no Palácio do Planalto, o presidente irá "convidar os presidentes do Legislativo e Judiciário para conversar".

O Conselho da República é um órgão consultivo previsto em lei para ser usado pelo presidente em momentos de crise. Serve para discutir planos sobre intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio, além de decidir sobre "questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas". É formado por 14 integrantes, entre eles o presidente da Câmara, do Senado e lideranças das duas Casas.

Já o Conselho de Governo, como o nome diz, é composto apenas por membros da administração federal — ministros de Estado e o Advogado-Geral da União — e tem a finalidade de "assessorar o presidente da República na formulação de diretrizes de ação governamental". Só o presidente pode convocá-lo.



fique bem informado