Ministro do STJ nega suspender processos sobre Cabral no RJ e no Paraná

Atualmente preso, ex-governador do Rio é investigado por suposto recebimento de propina em obras do Maracanã, do PAC e do Comperj; ele nega acusações.


07/12/2016      07h37     |    Foto: Divulgação brasil-prisao-sergio-cabral-20101129-003O ministro Luís Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), rejeitou pedido do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral para suspender processos sobre ele em andamento no Rio e no Paraná. A defesa de Cabral argumentou que as investigações envolvem os mesmos fatos já apurados em inquérito no STJ, no âmbito da Operação Lava Jato. No mês passado, Sérgio Cabral foi preso pela Polícia Federal. Na Justiça do Rio, Cabral é investigado por suposto recebimento de propina em obras do Maracanã e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em Curitiba, ele é investigado pela suspeita de ter recebido propina em contrato do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj) com a empreiteira Andrade Gutierrez. Para o ministro, embora haja pontos de semelhança entre as investigações, os procedimentos têm finalidades diferentes. Em razão disso, Luís Felipe Salomão rejeitou conceder a liminar. O caso ainda será julgado no mérito, mas a data ainda não foi definida. Delação No STJ, Sérgio Cabral e o atual governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, são investigados por fatos apontados na delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Costa disse ter arrecadado R$ 30 milhões como caixa 2 para a campanha de Cabral em 2010. Os recursos, segundo o ex-diretor da estatal, oriundos de contratos da Comperj com algumas empreiteiras, também teriam beneficiado Pezão, vice de cabral à época. Cabral e Pezão negam envolvimento no caso. A Polícia Federal já pediu arquivamento do caso, mas a Procuradoria Geral da República quis prosseguir com as apurações. Fonte: G1



fique bem informado