Ministério da Saúde aprova adesão de Campos ao PNAISP

Programa visa garantir à população privada de liberdade o acesso a uma saúde de qualidade, com atendimento multidisciplinar dentro das unidades prisionais


  • 18/10/2021, 17h24, Foto: César Ferreira/Ascom .

O município de Campos, por meio da portaria de nº 2.715, publicada no último dia 14 de outubro pelo Ministério da Saúde, teve aprovada sua adesão à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP). O objetivo do programa é garantir à população carcerária o acesso a uma saúde de qualidade. O atendimento médico, psicológico e de enfermagem ocorre dentro das penitenciárias, evitando que os detentos saiam para consultas.

Segundo o diretor municipal de Atenção Básica, médico infectologista Rodrigo Carneiro, a previsão é a de que o programa esteja em funcionamento nos três presídios de Campos, — Cadeia Pública Dalton Crespo de Castro, Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, ambos no bairro da Codin, e Presídio Feminino Nilza da Silva Santos, no Centro —, até o final deste ano. (Leia mais abaixo)

“Em cada uma das três unidades teremos uma equipe multidisciplinar, formada por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, farmacêutico, técnico de farmácia, psicólogo e psiquiatra para atendimento aos privados de liberdade, que no município gira hoje em torno de 3 mil pessoas”, explicou Rodrigo Carneiro.

Ele disse ainda que, por ser um programa federal, haverá repasse de verbas para manutenção dos profissionais da Atenção Primária que atuarão nos presídios e aquisição de medicamentos e insumos. Equipes da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) já vistoriaram os presídios a fim de constatar se há espaço físico externo para a realização dos atendimentos, cujo resultado foi positivo, segundo o médico.

“Estamos agora somando esforços para montar as equipes de trabalho. Por meio dessa parceria entre a secretaria e a SEAP vamos trabalhar juntos para a melhoria do sistema penitenciário existente na cidade, além de garantir uma assistência à saúde de qualidade. Temos um número significativo de pessoas privadas de liberdade em Campos, vivendo de forma insalubre. Com isso pretendemos diminuir a incidência de doenças transmissíveis e fornecer melhor acompanhamento das doenças crônicas”, explicou.   *Fonte: Ascom     



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