11/12/2015 10h20 Foto: Sup. de Comunicação

Os profissionais de saúde das redes pública e particular de Campos devem seguir o Protocolo Municipal para Vigilância em Saúde da Microcefalia em Recém-nascidos e de Síndrome Exantemática em Gestantes. O documento pode ser acessado no site da Prefeitura de Campos (ABAIXO) e foi lançado durante a Reunião Científica sobre diagnóstico diferencial para dengue, zika e chikungunya, no Auditório da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia (SFMC), no início deste mês.
De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, Charbell Kury, o protocolo também será publicado no Diário Oficial do município nos próximos dias. A doença exantemática é definida como doença infecciosa sistêmica em que manifestações cutâneas acompanham o quadro clínico, gerando dificuldade diagnóstica.
- O guia visa fornecer aos gestores e profissionais de saúde do município, uma ferramenta de suporte na gestão pública e para a tomada de decisões clínicas frente ao iminente crescimento dos casos de microcefalia no Brasil – disse Charbell.
O documento segue as recomendações da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS) e da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (SES-RJ), principalmente.
A Secretaria de Saúde pretende com a medida detectar e investigar casos de gestantes com doenças exantemáticas, e fornecer todo o suporte laboratorial, imagem e condução clínica; estabelecer critérios para detecção e notificação de quadros sugestivos de microcefalia em recém-nascidos; e garantir a notificação imediata dos casos suspeitos.
Além disso, tem o objetivo de definir fluxo e orientações para a assistência adequada aos pacientes, diagnóstico, vigilância e acompanhamento dos recém-nascidos com microcefalia; divulgar para a população, em especial mulheres em idade fértil e as gestantes, medidas de proteção individual, mesmo sem evidências até o momento de relação causal de qualquer enfermidade e agravo prévio; reforçar as ações de prevenção e controle vetorial em áreas urbanas e periurbanas, conforme estabelecido nas Diretrizes Nacionais do Programa Nacional de Controle da Dengue.