MG: Polícia apura se corpo encontrado é de Eliza


sábado, 06 de abril de 2013   -   Foto: arquivo

Um exame de DNA foi feito nos restos mortais e o resultado deve sair semana que vem (Leia mais abaixo)

bruno chorandoA Polícia Civil de Minas Gerais investiga se uma ossada de mulher encontrada no fim de janeiro na cidade de Nova Serrana, a 100 quilômetros de Belo Horizonte, é de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes desaparecida desde 2010. Um exame de DNA já foi feito nos restos mortais e o resultado deve sair na semana que vem.

De acordo com o delegado de Homicídios de Nova Serrana, Rodrigo Noronha, o fato que ligaria a ossada ao caso seria de que, na época em que Eliza desapareceu, a ex-mulher de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, morava na cidade. Em novembro de 2012, Macarrão foi condenado a 15 anos de prisão pela morte da modelo.

Conforme a polícia, a ossada foi encontrada sem alguns ossos e sem um braço. O crânio da vítima também estava com a lateral afundada. O delegado destaca ainda que a arcada da ossada "é muito perfeita para as mulheres da região". "Não é o tipo de dentição das vítimas de homicídio daqui", disse, segundo a Polícia Civil.

Eliza SamudioOs restos mortais, que também apresentavam marcas de tiros, estavam parcialmente enterrados. Segundo Noronha, o corpo teria sido enterrado, mas com as chuvas seguidas que atingem a região, ele foi provavelmente descoberto.

Segundo Noronha, a vítima teria aproximadamente 1,70 metro, altura compatível à de Eliza. Ao lado da ossada foi encontrado um pé de uma sandália que teria sido fabricada no Paraná, próximo a Foz do Iguaçu, cidade natal da modelo. Ainda conforme a polícia, o número do sapato seria 37, o mesmo usado por Eliza. (Leia mais abaixo)

O delegado alega que em 2010, época do crime, Nova Serrana foi considerada a terceira cidade com o maior número de homicídios em Minas Gerais. Para ele, provavelmente o corpo foi desovado no município para que fosse tratado como apenas mais um crime.

O caso Bruno Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após ter saído do Rio de Janeiro para ir a Minas Gerais a convite de Bruno. Vinte dias depois a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O filho de Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. O menino foi achado posteriormente na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza, um motorista de ônibus denunciou o primo do goleiro como participante do crime. Apreendido, jovem de 17 anos relatou à polícia que a ex-amante de Bruno foi mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. 

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão. 

Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola seriam levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson responderiam por sequestro e cárcere privado.  (Leia mais abaixo)

No dia 19 de novembro de 2012, foi dado início ao julgamento de Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda. Dois dias depois, após mudanças na defesa do goleiro, o tribunal decidiu desmembrar o processo.  O júri condenou Macarrão, a 15 anos de prisão, e Fernanda Gomes de Castro, a cinco anos. No dia 8 de março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão, dos quais 17 anos e seis meses terão de ser cumpridos em regime fechado. Dayanne Rodrigues do Carmo, ex-mulher do goleiro e acusada de ser cúmplice no crime, foi absolvida. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é acusado como autor do homicídio, teve o júri marcado para abril de 2013.

 



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