
Metade da frota que deveria estar patrulhando as UPPs está quebrada: das 602 viaturas das 38 unidades, só 295 estão sem problemas mecânicos ou elétricos. As outras 307 — ou 51% do total — não tem condições de uso e estão aguardando manutenção em batalhões ou na Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), já que a PM, atualmente, não tem contrato para o reparo de sua frota. Os dados — coletados entre os meses de abril e junho deste ano — fazem parte de um relatório da PM enviado à Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa (Alerj) e obtido pelo EXTRA.
Uma das mais prejudicadas pela falta de viaturas é a UPP Nova Brasília, no Complexo do Alemão, na Zona Norte. Dos 16 carros, somente cinco — ou menos de um terço — podem ser usados pelos policiais para fazer rondas. Já na UPP Tabajaras, em Copacabana, só três das nove viaturas estão em condições de uso. Das 38 unidades espalhadas pelo estado, 18 estão com menos da metade da frota disponível. Em nenhuma das UPPs todas as viaturas estão em perfeito estado.
Para a deputada Martha Rocha (PDT), presidente da Comissão de Segurança da Alerj, esses números mostram que “o serviço que a PM pode prestar nas favelas é imperfeito”.
— Condições ruins de trabalho afetam o serviço que é prestado ao cidadão. O policial precisa da viatura para trabalhar. Se não tem, a qualidade do serviço prestado é afetada — afirmou.
A Polícia Militar informou em nota que abriu uma licitação para contratar empresas para “manutenção e fornecimento de peças para as viaturas da PM”. O edital foi publicado no boletim da corporação em agosto. Ainda não há previsão de quando o serviço começará a ser prestado.
Fonte: Extra