22/04/2016 08h31 | Foto: Divulgação

Depois de dois meses de intensa campanha contra o
Aedes aegypti no país inteiro, o índice de infestação do mosquito pouco mudou. No primeiro ciclo da campanha coordenada pelo governo federal, em janeiro e fevereiro, foram encontrados focos do inseto em 3,36% dos imóveis inspecionados no país. Na segunda etapa, realizada em março, a taxa ficou em 3,12%. Em abril, quando acontece a terceira fase da mobilização, a proporção é de 2,58%, mas se refere a apenas 20% do total de domicílios e prédios que serão visitados no país, uma vez que o mês ainda não acabou. A meta do governo é reduzir até outubro a presença do vetor da dengue, de zika e chicungunha para menos de 1% dos imóveis, índice considerado tolerável pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A queda de cerca de 0,2 pontos percentuais entre o primeiro e o segundo ciclos do trabalho — o terceiro ainda está em andamento — é encarado de diferentes formas. Para especialistas, além de uma queda lenta, a inexistência de soluções inovadoras para combater o
Aedes agrava a situação, que será amenizada daqui para frente em virtude da escassez de chuvas. Na avaliação do governo, o ritmo constatado é positivo, se analisado dentro do conjunto de estratégias adotadas desde o início do ano.
— São evoluções que nos animam. Há diversos fatores a serem analisados, a presença dos focos é um deles — disse Neilton Oliveira, secretário-executivo substituto do Ministério da Saúde.
A média nacional coloca o país na classificação de alerta, segundo a OMS, caracterizada pela presença de focos em 1% a 3,9% dos domicílios e prédios. (Via O Globo)