Mesmo com dezembro em dia, servidores ainda temem pelos próximos pagamentos


  • 16/01/2018 17h09 Foto: Divulgação .
Por mais que as promessas do governo do Rio sugiram um futuro mais calmo para o funcionalismo, entre os servidores o clima ainda é de incerteza. A auxiliar de enfermagem Márcia Regina, de 53 anos, recebeu ontem o salário de dezembro. Sua condição financeira, porém, não voltou à normalidade. Funcionária do Hospital estadual Eduardo Rabelo, em Senador Vasconcelos, Zona Oeste do Rio, ela não consegue respirar aliviada: — Estão nos pagando com o dinheiro do empréstimo, mas e quando essa verba acabar? Como vai ficar o nosso salário? — questiona preocupada a servidora. Márcia conta que 2017 foi um ano muito ruim para ela. — Julho e agosto foram os meses mais difícies para mim. Meu filho estava desempregado e eu com salário atrasado. Foi difícil manter a despensa abastecida e até hoje eu ainda estou com contas atrasadas, com os juros correndo — explica: — Ainda vivo na corda bamba. Quem também está em situação parecida é Alexandre Nascimento, auxiliar de enfermagem do mesmo hospital que Márcia: — Mesmo se me pagassem o décimo terceiro de 2017, ainda não conseguiria pagar as contas e o empréstimo que fiz — pondera Nascimento. Ele também se comove com a situação dos colegas servidores: — Tive colegas que entraram em depressão, outros que perderam tudo — lamentou o servidor: — Minha situação só não ficou pior porque contei com a ajuda da minha mãe e da minha sogra, que são aposentadas do INSS. Fonte: Extra 



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