Mérida avalia indicadores positivos de emprego e projeta cenário de melhoria

ENTREVISTA com o Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Campos


  • 23/05/2021, 08h12, Foto: reprodução/Campos 24 Horas.

A segunda posição alcançada pelas micro e pequenas empresas de Campos no ranking de geração de empregos no Estado do Rio neste primeiro quadrimestre do ano foi analisada pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Marcelo Mérida, como fator estimulante para a retomada da economia na região a partir de um conjunto de fatores. Os dados foram divulgados pelo Sebrae. À frente da estatística de geração de postos de trabalho estão a capital (7.500 empregos), seguido por Campos (1.100), Nova Friburgo (1.100), Niterói (1.000) e Nova Iguaçu (996 vagas). Em entrevista ao Campos 24 Horas, Mérida avaliou ainda as intervenções do Governo Wladimir no Centro e os indicadores positivos da economia local. (confira a entrevista completa abaixo)

 — O saldo da geração de empregos resulta muitas vezes de fatores sazonais. Também é preciso se levar em conta um conjunto de fatores, entre eles o que podemos considerar como uma demanda reprimida. As pessoas estão voltando a consumir após um tempo prolongado de restrições e até de bloqueio. Por outro lado, as pessoas já vacinadas saíram de casa retornaram às ruas com maior frequência  e segurança— avaliou.  (Leia mais abaixo)

Mérida, que também é presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Rio de Janeiro (FCDL-RJ), acrescentou ainda outros aspectos.  "Durante este período de restrições e isolamento, as pessoas não saíram para comprar roupa ou para jantar fora e podem fazer isso agora com mais segurança. Quanto aos números positivos na geração de empregos, são dados que trazem sinais promissores para este ano, sendo ótimo e estimulante para nós que Campos esteja reposicionado com esta resposta altamente positiva",  afirmou.  

O secretário de Desenvolvimento Econômico acredita ainda que as datas vindouras do calendário comercial prometem aquecimento de vendas, apesar dos efeitos da crise econômica. “O Dia das Mães já registrou o seu aquecimento natural. Vem aí o Dia dos Namorados que a cada ano tem ocupado espaço importante no calendário comercial. Eu sou otimista, e creio numa melhora ainda este ano. Não uma melhora excepcional, extraordinária, mas gradativa”, comentou.

Como secretário, Mérida tem participado das tratativas entre o comércio e o poder público que têm resultado em melhorias no Centro Histórico de Campos. "Tem havido uma interlocução muito positiva entre e o governo e o setor privado  para que medidas sejam implantadas a fim de que aqueles pontos na área central voltem a registrar um bom fluxo de pessoas como antes. A primeira mudança virá no dia 07 de junho com vinda dos pontos das vans para a Sete de Setembro, entre a Rua dos Andradas e a do Ouvidor.  E outras virão. Este diálogo permanente permitirá que na medida do possível possamos atender as demandas que têm sido encaminhadas pelas entidades do setor privado — acrescentou. 

Marcelo Mérida enalteceu as potencialidades do Centro e a atenção que o local deve merecer do poder público a partir de uma série de intervenções. Ele destacou que a área central estão algumas das ruas comerciais que registram maior fluxo de pessoas em Campos, como a João Pessoa, Barão do Amazonas, Santos Dumont e Lacerda Sobrinho, entre outras. 

— O Centro é o nosso cartão postal, e precisamos, sim, cuidar dele, pela sua importância comercial, mas também histórica, cultural e arquitetônica, com a beleza daquele seu casario histórico e pela maravilhosa paisagem do nosso Rio Paraíba. Ali você encontra a concentração de agências bancárias, o Mercado Municipal, a Estação Rodoviária e o terminal de ônibus da Beira Rio, outros pontos importantes de grande circulação de pessoas. O que pode se fazer é deslocar alguns serviços para esses locais que se encontram com menor fluxo de pessoas — pontuou.  (Leia mais abaixo)

A importância e valor comercial do Centro resultam no valor dos aluguéis de pontos comerciais considerados altos na área central. “Há muito tempo que há essa discussão sobre valor de aluguel de imóvel comercial no Centro. Mas eu acho que o mercado ainda há de regular essa relação entre demanda e procura”, ponderou.   



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