Mercado de etanol em alta na região Sudeste

A maior alta ocorreu no hidratado, que registrou sua nona semana seguida de alta; em Campos há expectativa de aumento da produção




22/02/2021, 16h31, Foto: Reprodução.

Os preços do etanol subiram mais de 10% pelo Indicador Semanal do Cepea/Esalq, da USP. A maior alta ocorreu no etanol hidratado, que registrou sua nona semana seguida de alta. A última baixa do indicador ocorreu na semana de 14 a 18 de dezembro, quando o litro do biocombustível era comercializado em R$ 2,0380. (leia mais abaixo)


Na última semana, de 15 a 19 de fevereiro, o litro do hidratado foi comercializado pelas usinas em R$ 2,5268, contra R$ 2,2474 o litro praticado na semana anterior, de 8 a 12 de fevereiro, alta de 12,43% no comparativo entre os dois períodos. (leia mais abaixo)


Já o anidro, usado na mistura com a gasolina, foi comercializado na semana passada em R$ 2,7649 o litro, contra R$ 2,4993 o litro da semana anterior, reajuste de 10,63% no comparativo entre as semanas. Esta foi a segunda semana seguida de alta do indicador.


O etanol hidratado fechou a sexta-feira (19), cotado a R$ 2.648,50 o metro cúbico, contra R$ 2.624,00 o m³ da véspera, alta de 0,93% no comparativo entre as datas. No mês o indicador acumula alta de 20,22%.


A semana que passou foi novamente de preços expressivamente mais altos para o etanol no mercado físico paulista. Em Ribeirão Preto, o etanol hidratado teve preço de R$ 3,17 o litro, com alta de 2,26%, enquanto o anidro teve preço de R$ 3,10 o litro, com alta de 3,33%.


Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Maurício Muruci, as usinas seguiram elevando suas pedidas de preços e sendo atendidas pelas distribuidoras. Porém o dia foi marcado pela predominância de negociações pontuais, envolvendo volumes menores de carregamentos.


“Os estoques relativamente baixos da entressafra, mas ainda assim dentro da média para a época do ano, ajudam a manter o tom de alta nas negociações. O petróleo em queda em Londres e em Nova York não foi suficiente para reverter o quadro de preços mais altos o qual foi até intensificado durante o dia”, destaca Muruci.


Em Campos, o diretor presidente da Nova Canabrava, Rodrigo Luppi de Oliveira, destaca que o mercado consumidor do Rio, o segundo maior do país, registra uma demanda que ainda não é atendida pela produção estadual, concentrada na região Norte Fluminense. No momento são duas unidades — além da Nova Canabrava há também a Coagro — mas há estimativas quanto à reativação de uma terceira usina, com a volta da Paraíso às atividades a partir de 2022. 


As projeções apontam para uma produção de 5 milhões de toneladas de cana a partir deste ano. "O mercado do etanol vive um bom momento pois trata-se de uma fonte de energia limpa e não poluente. E nós aqui no Estado do Rio precisamos expandir nossa produção cada vez mais para atender este imenso mercado consumidor", comentou Rodrigo.