quarta-feira, 18 de setembro de 2013 - Foto: Divulgação
O presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), foi cauteloso ao comentar a decisão do STF (Leia mais abaixo)
Parlamentares da oposição criticaram nesta quarta-feira (18/09) a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de realizar um novo julgamento para 12 réus condenados no julgamento do mensalão. Ao mesmo tempo, petistas saíram em defesa do ministro Celso de Mello, responsável por desempatar o julgamento,
"Essa decisão frustra e desacredita a população brasileira diante de um crime praticado em 2005 e que todos imaginavam que esse capítulo havia se encerrado. É um momento em que o cidadão brasileiro se sente totalmente desprotegido. Agora, o Supremo Tribunal Federal dá a chance de tudo o que sociedade acompanhou com o julgamento do mensalão seja rediscutido com o risco de que vários dos condenados sejam beneficiados com a redução de penas, absolvição ou até prescrição dos crimes. A sensação do povo brasileiro é de vazio cívico, de descrença, decepção.", disse Ronaldo Caiado (DEM-GO), líder dos Democratas na Câmara.
Já o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), adotou um tom mais cauteloso. "O PSDB está confiante que os recursos apresentados pela defesa dos réus não terão capacidade para mudar esse julgamento que todos nós temos acompanhado", disse, em nota, Aécio.
"Venceram o Estado democrático de direito e os princípios internacionais da Justiça que devem prevalecer no Brasil: direito de defesa e de um duplo julgamento. Aliás, o voto do ministro Celso de Mello foi uma aula não só aos ministros do Supremo, que açodadamente queriam previamente condenar, mas também àqueles que, no Brasil, entendem que deve haver julgamento sumário quando se trata de questões políticas. Todo cidadão tem direito a um duplo julgamento. Prevaleceu o bom-senso", disse o deputado André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara.