terça-feira, 16 de julho de 2013 - Foto: Arquivo
O protesto, que acontece em pelo menos 12 Estados, também deve criticar o veto da presidente Dilma a itens do Ato Médico (Leia mais abaixo)
Entidades médicas confirmaram para esta terça-feira uma nova mobilização nacional contra a proposta do governo federal de enviar médicos estrangeiros para trabalhar em comunidades do interior e periferias das grandes cidades sem precisar passar pelo exame de revalidação do diploma (Revalida). O protesto, que acontece em pelo menos 12 Estados, também deve criticar o veto da presidente Dilma Rousseff a itens do Ato Médico e à ampliação em dois anos do curso de medicina.
Para os médicos, os vetos da presidente à lei que regulamenta o exercício da medicina representam uma "nova agressão aos médicos e à saúde do País". "Após 12 anos de tramitação e aprovação unânime na Câmara dos Deputados e no Senado, o Poder Executivo jogou por terra acordos e consensos firmados em dezenas de reuniões e audiências. O esforço da categoria, agora, estará concentrado no resgate ao texto original no Legislativo", diz o texto convocando os médicos para o ato, assinado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
A categoria diz ainda que a decisão presidencial também reforçou o sentimento de indignação gerado pela edição "arbitrária" da Medida Provisória 621/2013, que instituiu o programa Mais Médicos. De acordo com as lideranças médicas, esse pacote prejudica a medicina, a qualidade da assistência e ainda coloca em risco a vida dos brasileiros. Na carta enviada aos médicos, as entidades nacionais orientaram os profissionais a manterem o bom atendimento à população, “que de forma alguma deve ser punida pelos erros da gestão”.