Médico do Caps desafia Globo a ouvir pacientes


sábado, 23 de fevereiro de 2013 (Foto: Reprodução)

Médico divulgou depoimento na internet e enviou carta à TV Globo neste sábado (Leia mais abaixo)

flávio MussaApós a reportagem mostrada ontem, o médico Flávio Mussa Tavares, que atua no Centro de Atenção Psicossocial (Caps III), administrado pela Prefeitura de Campos, enviou uma carta à TV Globo dando explicações sobre a situação na unidade. Ele desafiou pela internet neste sábado(23/02) a reportagem do Jornal Nacional a ouvir pacientes e profissionais, já que o CAP III é um serviço público que ofecere quatro refeições por dia, atendimento médico e psicológico, terapia ocupacional, entre outras atividades.

Mussa chama a atenção para um detalhe do atendimento do CAPS III: nenhum dos pacientes é acamado. De acordo com ele,  300 pacientes são assistidos e há uma média 80 atendimentos por dia. .

“Nenhum de nossos pacientes é acamado. Aliás, uma regra da instituição psiquiátrica é que o paciente esteja com o nível de consciência alerta e podendo andar”.  Caso sua consciência esteja apagada ou não consiga andar, configura um caso clínico e não psiquiátrico, nosso paciente é vertical”. O médico enfatiza ainda que o paciente clínico é horizontal. “Essa demanda é externa, isto é, não dorme na instituição. Eles geralmente permanecem lá em períodos de crise que não ultrapassam sete dias”.

Sobre as imagens mostrando pacientes em colchonetes pelos corredos, o médico saliente que:"essa clientela usa medicação sedativa. Eles passam o dia na instituição. Eles têm sono e deitam de dia. Nós não temos leitos para 20 ou 30 pessoas que não estão propriamente ‘dormindo’, mas sim descansando, tirando uma soneca de dia. A forma como foram veiculadas as imagens sugerem que são pacientes internos que vivem amontoados ou que são acamados e estão sendo humilhados”.



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