14/03/2016 07h34 | Foto: Campos 24 Horas
Por: Andressa Amaral
Este pergunta tem sido alvo de polêmica entre profissionais da saúde e pesquisadores, vez que a cada dia aumenta o uso de medicamentos para ativar a concentração. Com isso, hoje vamos buscar entender até que ponto este método é eficaz.
Cresce a cada dia a quantidade de crianças, adolescentes, adultos por dificuldades de aprendizagem, sob a queixa de que não conseguem se concentrar, não param quietos, não finalizam suas ações, etc. Para este problema, na grande maioria das vezes, a solução imediata tem sido o uso de nootrópicos – susbtâncias que auxiliam na capacidade cognitiva.
Porém, a grande questão é: Será que somente o uso destas substâncias resolverá o problema, e garantirá ao indivíduo sucesso na aprendizagem?
Possivelmente não. É certo que existem pacientes que possuem necessidade eminente de medicações específicas. Contudo, alguns medicamentos prescritos desordenadamente, sem investigação, com certeza não levarão o indivíduo a um processo de evolução da aprendizagem. Ocorre em muitas das vezes, o efeito momentâneo da medicação e o indivíduo tem a sensação de que está mais concentrado, o que de fato acontece. Porém, existe uma distância considerável entre estar concentrado e desenvolver aprendizagem. Prova disso, é o fato de inúmeros pacientes que fazem uso constante de medicações, ainda assim não conseguirem aprender, além de desencadearem problemas associativos, como intolerância alimentar, distúrbios do sono, ansiedade, irritabilidade, dentre outras.
Por muitas vezes a pessoa sob efeito de medicação consegue ficar focado, mas a capacidade de retenção da informação não está sendo desenvolvida. Ou seja, é possível focar naquele instante da aula, por exemplo, mas depois, o indivíduo já esqueceu o que foi dito. Por este e outros fatores, que é indispensável, antes de qualquer intervenção, um processo de investigação, pois o cérebro para funcionar harmonicamente e desenvolver as habilidades cognitivas, o mesmo precisa estar em condições para isso. E, existem diversos fatores que contribuem para seu desequilíbrio e mal funcionamento, dentre eles: alimentação, rotina, qualidade do sono, estímulos externos. Por isso, é indispensável que se busque averiguar se o funcionamento orgânico do indivíduo no que diz respeito à produção hormonal, reserva funcional, alimentação, está em equilíbrio, para então iniciar um protocolo de tratamento.
Além disso, é fundamental que se proceda com avaliação neuropsicológica ou neuropsicopedagógica, que consiste em testes investigativos, que dão aos profissionais condições de entender de fato, quais são as reais dificuldades de aprendizagem daquele ser. É muito comum, pacientes com diagnóstico de TDAH, após avaliação entrarem primeiramente em tratamento para questões de ansiedade e memória operacional, do que propriamente do déficit, vez que estes fatores inibem a possibilidade do indivíduo estar concentrado.
Por isso, aos pais e familiares de crianças, adolescentes e adultos com dificuldades de concentração e aprendizagem, que fique o alerta acerca da importância de uma investigação aprofundada do quadro do paciente antes de uso de medicamentos nootrópicos.
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