Médica aceita participar da eleição para prefeitura: "Houve piora das condições de vida"

Médica Carla Walesca, vice na chapa do candidato a prefeito do PSDB, fala ao Campos 24 Horas que é movida pelo desejo de mudança


  • 12/10/2020, 08h36, Foto: reprodução/Campos 24 Horas.

A médica Carla Waleska Silva Gomes conhece bem de perto as dificuldades da grande maioria da população campista. Por lidar cotidianamente com seus problemas e perceber que houve "piora das condições de vida, tais como saúde, educação e empregabilidade", decidiu também ingressar na política. Por uma questão de exercício da cidadania, desejo de mudança, decidiu sair da zona de conforto e aceitou ser candidata a vice na chapa do PSDB, ao lado de Lesley Beethoven (PSDB). Carioca, 50 anos, mas profundamente identificada com a cidade ("sou filha de pai campista, sempre passava aqui minhas férias"), Carla avalia nesta entrevista ao Campos 24 Horas que há jeito e solução para Campos, embora considere as dificuldades da crise. Trata-se de mais uma candidata a vice na rodada de entrevistas do site. (veja a entrevista completa abaixo)

Campos 24 Horas  - Conte um pouco de sua trajetória, suas origens, sua família... Carla Waleska Silva Gomes - Sou nascida no Rio de Janeiro, filha de um pai campista e de uma mãe carioca. Toda família por parte de pai é de Campos. Desde pequena, Campos sempre foi o meu destino férias, pois aqui reencontrava amigos e familiares. Aos 16 anos vim definitivamente morar na cidade, ingressando posteriormente na Faculdade de Medicina de Campos e me especializando na área de Geriatria. Atualmente sou servidora pública dos municípios de Campos e Macaé. (Leia mais abaixo)

C24H - Por que a opção pela medicina e pela especialidade na geriatria? Carla - Era um sonho de criança. Nunca me vi fazendo outra coisa. E me encantei pela geriatria após iniciar trabalho com equipe multidisciplinar no Centro Dia do Idoso em Campos.

C24H - O que a levou a ingressar na política? Carla - A vontade de mudança. Como atuo diretamente com a população, me aflige muito é a percepção clara da piora das condições de vida da população, tais como saúde, educação e empregabilidade.

C24H - Campos tem jeito? Há solução para os nossos graves problemas? Carla - Não será fácil, mas com certeza tem jeito. A solução inicial se dará com apoio de toda a comunidade campista, assim como parcerias público-privadas e com as esferas estadual e federal. Aumentar o nível de emprego e educação terá um impacto muito positivo no curto prazo.

C24H - Fale um pouco sobre o Beethoven, seu companheiro de chapa nesta disputa... Carla - Uma pessoa honesta, simples e um grande entendedor da política regional. É um indivíduo super preparado para assumir nossa prefeitura.

C24H - Como você avalia esta campanha diante de uma pandemia que impõe limitações ao eleitor e ao próprio candidato? Carla - A melhor palavra que define essa campanha: Atípica. E por ser atípica, proporciona uma maior igualdade entre os candidatos, pois muitos serão expostos através de mídias digitais, uma vez  que a forma tradicional de fazer campanha (passeatas, corpo a corpo, comícios/showmícios, etc) não é permitida tampouco indicada. (Leia mais abaixo)

C24H - Como avalia os rumores (quase uma certeza) de que as duas principais emissoras afiliadas de TV com sede no município não realizarão debates? Carla - Informação oficial emitida por ambas emissoras é a de que, para se manter o distanciamento social, os estúdios não comportariam os 9 candidatos com direito a participação no debate. Segundo ambas, apenas 4 candidatos poderiam participar. Daí, não houve consenso por parte dos partidos de qual critério deveria ser utilizado para definir os 4 candidatos participantes.

C24H - Você considera que as mulheres despertaram para a participação na política ou há muito ainda para se avançar? Carla - Com certeza as mulheres têm muito a avançar ainda. Nós estamos iniciando uma ascensão na carreira política. Devemos ser mais politizadas e mais preparadas, termos mais tempo para entender e entrar nesse mundo praticamente dominado pelos homens. As políticas também deveriam ser voltadas mais para a mulher, não sendo tão direcionadas ao grupo masculino. E que os partidos dessem mais oportunidades, estrutura, inclusive em cargos de gestão.



fique bem informado