quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 - Foto: Filipe Lemos / Campos 24 Horas

Por: Fabiano Venancio
Um aperto nas contas da prefeitura. A opção é técnica e politicamente delicada. Mas, os ajustes são considerados necessários e encarados pela maioria dos segmentos da sociedade de Campos como um ato responsável por parte da prefeita Rosinha Garotinho diante da crise nacional.
Ajustes aprovados em sessão extraordinária
A Câmara Municipal aprovou, por maioria, durante sessão extraordinária nesta quinta-feira(29), projetos enviados pela prefeita Rosinha Garotinho (PR). Nos projetos, um conjunto de medidas para manter o equilíbrio das contas públicas e assegurar atendimento à população, em razão da queda de receitas, sobretudo pela diminuição dos royalties do petróleo.
Campos foi o primeiro a antecipar medidas de contenção de gastos. Os vereadores Nildo Cardoso, José Carlos, Fred Machado, Marcão e Rafel Diniz, da bancada de oposição, votaram contra.
Entre as medidas aprovadas, o governo reduz 10% dos salários de secretários e cargos de confiança (DAS). Em outro projeto, muda os critérios para a concessão do Cheque Cidadão. O terceiro projeto envolve o vale transporte dos servidores também é votado.
Ao final da sessão, o vereador Mauro Silva(PTdoB), que ocupa a liderança do governo na Câmara, falou ao
Campos 24 Horas.
Campos 24 Horas - Diante da crise nacional, qual a importância da aprovação do projeto para redução de gastos em Campos?
Mauro Silva - A prefeita Rosinha foi a primeira a tomar essas medidas, quando pediu de volta para a prefeitura o orçamento encaminhado no final do ano. Ela foi a pioneira. Isso é uma adequação ao momento crítico pelo qual vai passar a economia nacional. Inclusive com a redução do valor do barril de petróleo que afeta os municípios produtores. Agora, os prefeitos da região e os governos do estado e federal estão tomando as mesmas medidas. Trata-se de uma adequação ao momento crítico que afeta os municípios produtores de petróleo.
C24H - O remédio é amargo, mas deve ser encarado como um ato de responsabilidade por parte da prefeita Rosinha?
Mauro - Rosinha precisa ajustar a cidade. Isso mostra que a prefeita está à frente de outros prefeitos da região. Ela foi a primeira a detectar o problema que a região iria passar. Além de estar sendo responsável, ela está tomando uma medida dura no momento. A crise exige remédio amargo, mas tem que ser ministrado para que possamos passar esse momento de dificuldades. A crise é no geral, em todo o Brasil e em todas as cidades produtoras.
C24H - Há expectativa de que o barril do petróleo aumente e a receita dos royalties volte aos patamares de 2014 ainda em 2015?
Mauro - Acho difícil, pois existe muita oferta. Essa é uma questão internacional, existe muita oferta de petróleo da Rússia. Há uma produção muito alta nos países do oriente médio. O que se espera é que o barril volte a 100 dólares. Esperamos que o barril de petróleo volte a reagir. Diante disso, a prefeita está se ajustando para crises que estão por vim em Campos. Ela faz redução de salários e seis secretarias são extintas. Isso faz parte de toda uma estratégia para minimizar o custo e as perdas.